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"Expansão do setor de defesa pode impulsionar outras áreas estratégicas", destaca Alckmin

Vice-presidente afirma que indústria de defesa é essencial para o desenvolvimento tecnológico e para a soberania do Brasil

Brasília (DF), 09/03/2026 - Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin, após gravação do programa Na Mesa com Datena. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

247 – O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (23) que o fortalecimento da indústria de defesa nacional pode gerar efeitos positivos em diversos setores estratégicos da economia brasileira. As declarações foram publicadas em reportagem do jornalista Leonardo Sobreira, da Sputnik Brasil.

A fala ocorreu durante o lançamento do Catálogo de Produtos da Base Industrial de Defesa (BID), na sede do Ministério da Defesa, em Brasília. O documento reúne 364 produtos e 154 empresas, sendo apresentado pelo governo como instrumento para ampliar mercados, estimular a inovação e consolidar a indústria nacional como eixo estratégico do desenvolvimento.

Ao destacar o papel do setor, Alckmin ressaltou que a indústria de defesa não se limita à dimensão militar, mas possui forte capacidade de indução tecnológica. Segundo ele, a expansão dessa base produtiva pode impulsionar áreas como saúde, agricultura e ciência, contribuindo para o avanço da economia nacional.

Durante o evento, o vice-presidente enfatizou a relevância do setor para a estratégia de reindustrialização do país. Em uma das principais declarações, afirmou: "Uma indústria de defesa forte é um seguro de vida para a nação e um motor para a Nova Indústria Brasil".

A avaliação do ministro está alinhada à política da Nova Indústria Brasil (NIB), que busca recuperar a capacidade produtiva do país com base em inovação, sustentabilidade e agregação de valor. Nesse contexto, a indústria de defesa é tratada como um dos pilares estruturantes, capaz de gerar empregos qualificados, fortalecer cadeias produtivas e ampliar a competitividade brasileira no cenário internacional.

O governo também destaca o papel de instituições como o BNDES, a Finep e a Embrapii no apoio ao setor, com financiamento e incentivo à pesquisa e desenvolvimento. A meta é consolidar uma indústria inovadora, sustentável, competitiva e exportadora, ampliando a presença do Brasil em mercados globais.

A leitura predominante dentro do governo é que o fortalecimento da indústria de defesa não apenas contribui para a soberania nacional, mas também atua como vetor de transformação econômica, conectando tecnologia, produção e desenvolvimento em diferentes áreas estratégicas.

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