Alcolumbre articula apoio à reeleição no Senado e inclui impeachment no STF como moeda política
Presidente do Senado estaria negociando a sua reeleição com acenos à oposição bolsonarista com abertura de processos contra ministros do Supremo
247 - Em meio à disputa pelo comando do Senado em 2027, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), tem intensificado conversas com parlamentares da oposição e passou a considerar a possibilidade de pautar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como parte das negociações políticas. As informações são da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.
De acordo com a publicação, Alcolumbre estaria buscando consolidar apoio para sua recondução ao cargo e, nesse contexto, tem feito movimentos estratégicos para se aproximar de setores bolsonaristas. A eventual abertura de processos contra integrantes do STF surge como um dos elementos colocados à mesa nas tratativas.
Ainda segundo a coluna, embora o presidente do Senado tenha mantido engavetados pedidos de afastamento de ministros da Corte, ele não descartou, em conversas reservadas, a possibilidade de avançar com algum deles no futuro — especialmente se obtiver respaldo suficiente para garantir sua permanência na presidência da Casa.
A movimentação ocorre após outros sinais políticos direcionados à oposição. Entre eles, a resistência ao nome de Jorge Messias e a decisão de pautar a derrubada de vetos ao projeto de lei da dosimetria, com ajustes no texto para evitar benefícios a condenados por outros crimes, facilitando sua aprovação.
Apesar da sinalização positiva ao acordo, nem todos os parlamentares oposicionistas demonstram confiança plena. Integrantes do PL, nos bastidores, avaliam que apenas ações concretas como a efetiva abertura de um processo de impeachment poderiam validar o compromisso político. Por isso, defendem que uma iniciativa nesse sentido ocorra ainda antes da eleição de 2027.
Ao mesmo tempo, cresce dentro do partido a defesa de uma candidatura própria para a presidência do Senado. O nome mais forte nesse campo é o do senador Rogério Marinho (PL-RN), aliado próximo de Flávio Bolsonaro e um dos articuladores da pré-campanha do parlamentar.


