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Alcolumbre nega “narrativa de agressões” entre os Poderes e diz que instituições estão “unidas e firmes”

Presidente do Senado afirma que pacto contra o feminicídio demonstra coesão institucional e rejeita discurso de conflito entre os poderes

Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à deliberação dos Projetos de Lei do Congresso Nacional n°s 4, 6 a 11, 13, 15 (PLOA 2026), 16, 18 a 28 e 32, todos de 2025. Mesa: presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP), conduz sessão. Foto: Carlos Moura/Agência Senado (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

247 - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou nesta quarta-feira (4) que não há disputa ou confronto entre os Poderes da República e que as instituições brasileiras seguem “unidas, firmes e com coragem” para enfrentar os principais desafios do país. A declaração foi feita durante o lançamento do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, no Palácio do Planalto, que reuniu representantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário em uma iniciativa inédita de atuação conjunta.

As informações sobre o evento e os detalhes do pacto foram divulgadas originalmente pelo governo federal, em comunicado publicado no portal do Planalto, que apresenta os eixos da iniciativa e a estrutura de governança criada para garantir a efetividade das ações de enfrentamento à violência letal de gênero.

Em seu discurso, Alcolumbre criticou o que classificou como tentativas recorrentes de alimentar a ideia de conflito institucional. “Ao longo dos últimos dias e meses, alguns atores da sociedade brasileira insistem em criar uma disputa ou uma narrativa de agressões entre as instituições democráticas republicanas, ou seja, os Poderes do Brasil”, afirmou. Em seguida, dirigiu-se diretamente aos chefes dos demais Poderes: “Quero reafirmar, presidente Lula, presidente Hugo Motta, presidente Fachin: as instituições brasileiras estão unidas em propósitos como este”.

O presidente do Senado ressaltou a importância de reafirmar publicamente a solidez institucional. “A defesa das instituições brasileiras carece a todos instante ser propagada, propalada, para que as mentiras não pareçam verdade. Na história da humanidade, as mentiras em um certo momento se transformaram em verdades”, declarou, ao alertar para os riscos da desinformação no debate público.

Alcolumbre também destacou o simbolismo político do pacto, que, segundo ele, evidencia a convergência entre os Poderes em torno de uma agenda concreta. “Este ato, proposto pela primeira-dama e abraçado por todas as instituições, é a demonstração clara de que as instituições republicanas do Brasil fortes, sendo protegidas, precisam estar unidas”, afirmou. Para o senador, a união institucional é condição necessária para enfrentar problemas reais vividos pela população.

“O mundo real das brasileiras e brasileiros não nos permitirá tirarmos o foco do que é principal para o Brasil”, disse. Na condição de presidente do Congresso Nacional, ao lado do presidente da Câmara, Hugo Motta, Alcolumbre reforçou a mensagem de coesão. “Quero, na condição de presidente do Congresso Nacional ao lado do presidente Hugo Motta, presidente da Câmara, reafirmar ao povo brasileiro: as instituições estão unidas, firmes e com coragem de, juntas, enfrentarmos os grandes desafios do Brasil”, afirmou.

O Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio estabelece uma atuação coordenada e permanente entre Executivo, Legislativo e Judiciário, com foco na prevenção da violência, na proteção das vítimas e na responsabilização dos agressores. A iniciativa parte do diagnóstico de que a violência contra mulheres e meninas no Brasil é uma crise estrutural e demanda respostas integradas, com articulação federativa, monitoramento contínuo, transparência e participação social, reunindo instituições e sociedade em uma agenda comum.

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