Alcolumbre sinaliza aval a apoio de União e PP a Flávio após tensão com Lula
Movimento indica reaproximação política e pode influenciar alianças da direita para 2026
247 - O senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) deve dar sinal verde para que União Brasil e PP apoiem a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, após um período de desgaste na relação com o presidente Lula. A movimentação ocorre em meio à reorganização das forças políticas de olho nas eleições de 2026 e pode redesenhar alianças dentro do chamado centrão.
Segundo informações publicadas pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o gesto de Alcolumbre representa uma mudança de postura após ele trabalhar para a derrota de Jorge Messias, candidato indicado pelo presidente Lula, na sabatina do Senado que daria o aval para seu ingresso no STF.
A possível liberação do apoio ocorre em um contexto em que União Brasil e Progressistas formam uma federação com grande peso político no Congresso Nacional. O bloco reúne uma das maiores bancadas da Câmara e do Senado, o que o torna estratégico nas negociações eleitorais e na definição de candidaturas competitivas.
Reconfiguração política e impacto eleitoral
A articulação envolve interesses distintos dentro da federação. Embora parte das lideranças defenda alinhamento mais próximo ao governo Lula, outros setores pressionam por maior independência ou aproximação com a oposição.
A sinalização de apoio a Flávio Bolsonaro pode fortalecer o projeto do senador do PL, que se lançou pré-candidato à Presidência para 2026 e busca ampliar sua base política além do núcleo bolsonarista. Crise com o Planalto como pano de fundo
O movimento ocorre após um período de desgaste entre Alcolumbre e o governo federal, o que teria contribuído para o reposicionamento político. A mudança indica que, mesmo mantendo interlocução com o Planalto, o senador pode permitir maior autonomia aos partidos aliados na definição de estratégias eleitorais.
A federação entre União Brasil e PP, criada recentemente, já nasceu marcada por divergências internas sobre o grau de proximidade com o governo. Enquanto parte das lideranças defende independência, outras alas chegaram a defender uma postura mais oposicionista.


