Aldo associa articulação para tirá-lo da disputa presidencial a escândalo com filho do presidente do DC
Ex-ministro afirma que movimento para lançar Joaquim Barbosa ao Planalto teria objetivo de buscar "proteção"
247 - O ex-presidente da Câmara e ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo afirmou, nesta quarta-feira (20), que a movimentação do Democracia Cristã para substituir seu nome na disputa presidencial estaria relacionada a um caso envolvendo o Banco Master em Maceió (AL). Na terça-feira (19), o presidente da legenda, João Caldas, declarou que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa é o nome escolhido pelo partido para disputar o Palácio do Planalto. As informações são da CNN Brasil.
"A prefeitura de Maceió comprou R$ 116 milhões em títulos podres do Banco Master pelo Instituto de Previdência de Maceió. O prefeito era o filho do deputado João Caldas", declarou Aldo. O ex-ministro afirmou ainda que o dirigente partidário buscaria "proteção" ao aproximar o partido de Joaquim Barbosa.
"Além disso, como eu tenho tido uma posição muito crítica em relação ao Supremo, ele foi atrás de um ex-ministro da Corte para sinalizar que não está de acordo com minha visão", disse o ex-presidente da Câmara.
Disputa interna no DC
Apesar do anúncio, Aldo Rebelo afirmou que sua pré-candidatura permanece válida. "Até agora, Joaquim Barbosa não se manifestou. Não se sabe se ele está no Brasil", afirmou. O ex-ministro também disse que a decisão provocou desconforto dentro do partido. Segundo ele, integrantes do diretório paulista teriam se posicionado contra a possível candidatura do ex-ministro do STF.
A versão é contestada por João Caldas. O dirigente nacional do DC afirmou que a eventual candidatura de Joaquim Barbosa possui apoio unânime do diretório nacional e que o ex-ministro deverá receber todos os votos na convenção partidária, prevista para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.



