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Democracia Cristã confirma pré-candidatura de Joaquim Barbosa ao Planalto

Partido confirma ex-ministro do STF na corrida ao Planalto, enquanto Aldo Rebelo promete manter candidatura até convenção

Joaquim Barbosa (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
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247 - O partido Democracia Cristã (DC) confirmou a pré-candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa à Presidência da República nas eleições de 2026. A  filiação de Barbosa à legenda ocorre em meio a uma disputa interna envolvendo o ex-ministro Aldo Rebelo, que havia sido anunciado anteriormente como o nome do partido para a corrida presidencial.

Aldo Rebelo afirmou à TV Globo que não pretende retirar sua pré-candidatura e declarou que manterá sua posição até a convenção partidária, “mesmo que tenha que judicializar”. A declaração evidencia o impasse dentro da sigla após a mudança de estratégia adotada pela direção nacional do partido.

Em nota oficial, o presidente nacional do DC, João Caldas, defendeu a escolha de Joaquim Barbosa e afirmou que o ex-ministro representa uma possibilidade de reconstrução institucional no país. “Sua trajetória honra os valores republicanos e responde ao desejo de mudança da sociedade brasileira”, declarou Caldas. Ele também afirmou que “o momento exige união, propósito e desprendimento. O Brasil está acima de projetos pessoais”.

O dirigente justificou a substituição de Aldo Rebelo alegando que o ex-ministro não conseguiu avançar nas pesquisas de intenção de voto ao longo dos últimos meses. De acordo com Caldas, a entrada de Joaquim Barbosa na disputa seria uma alternativa mais competitiva para o partido no cenário eleitoral de 2026.

“Ele se filiou ao partido para concorrer. Atualmente, vivemos no Brasil uma crise institucional entre os três poderes. Não existe ninguém melhor do que Joaquim Barbosa para resolver isso. Ele será o mensageiro que nos resgatará desse cenário”, afirmou João Caldas.

Aldo Rebelo, por sua vez, contestou a condução da direção partidária e afirmou que a decisão anunciada reflete apenas o posicionamento de João Caldas. O ex-ministro destacou ainda que Joaquim Barbosa não havia se pronunciado oficialmente sobre a pré-candidatura até o momento da publicação da reportagem. Procurado pela TV Globo, Barbosa não respondeu aos pedidos de entrevista.

Joaquim Barbosa integrou o STF entre 2003 e 2014 e ganhou projeção nacional durante o julgamento do chamado mensalão. Ele deixou a Corte antecipadamente em julho de 2014, encerrando sua trajetória no tribunal antes do prazo máximo previsto por lei. Caso permanecesse no cargo, poderia seguir como ministro até 2029, quando completaria 75 anos.

O nome do ex-ministro já havia sido cogitado para disputar a Presidência da República em 2018. Na época, Barbosa chegou a aparecer em pesquisas eleitorais, mas desistiu da candidatura antes do início oficial da campanha.

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