Aldo Rebelo deve reavaliar pré-candidatura ao Planalto
Aliados relatam desânimo com baixo desempenho nas pesquisas
247 - A estagnação de Aldo Rebelo nas pesquisas eleitorais, com índices entre 1% e 2%, tem intensificado o debate interno sobre a continuidade de sua pré-candidatura à Presidência da República, informa a Folha de São Paulo. O cenário, marcado por baixo desempenho e falta de crescimento, levou aliados a discutirem uma possível revisão do projeto político até o fim de maio.
A definição sobre a permanência ou não de Aldo na disputa deve ocorrer nas próximas semanas. Nos bastidores, predomina um clima de desânimo entre integrantes do grupo político que apoia o ex-ministro.
Uma das principais críticas dentro do próprio grupo é a avaliação de que Aldo Rebelo não tem conseguido se posicionar com força em temas relevantes do debate político nacional. Em vez disso, sua atuação tem priorizado discussões mais amplas, como desenvolvimento econômico e nacionalismo, sem grande repercussão eleitoral.
Aliados apontam que o pré-candidato perdeu oportunidades de explorar pautas que têm mobilizado outros concorrentes. Entre os exemplos citados estão as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), que ganharam destaque na estratégia política de Romeu Zema, e os escândalos envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), tema que também não recebeu atenção significativa por parte de Aldo.
Impacto nas alianças estaduais
Outro fator que pesa na análise sobre o futuro da candidatura é o possível impacto nas articulações regionais do partido. A avaliação interna indica que a manutenção de uma candidatura própria à Presidência pode limitar as alianças nos estados, dificultando o apoio a nomes mais competitivos no cenário nacional.
Esse cenário tem levado lideranças do partido a considerar os custos políticos da permanência na disputa, especialmente diante das dificuldades de ampliar a base eleitoral e conquistar maior visibilidade.



