Amoêdo pede afastamento de Toffoli após acusação de suspeição
“Ou os senadores, os demais membros do STF e a PGR retiram o ministro imediatamente do cargo ou passam também a ser suspeitos", disse o findador do Novo
247 - O fundador e ex-presidente do Partido Novo, João Amoêdo, afirmou que a suspeição do ministro Dias Toffoli no caso envolvendo o Banco Master já era evidente para a sociedade e cobrou uma reação imediata de instituições como o STF, o Senado e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
"A Polícia Federal aponta aquilo que o Brasil inteiro sabia: a suspeição de Toffoli no caso Master. Ou os senadores, os demais membros do STF e a PGR retiram o ministro imediatamente do cargo ou passam também a ser suspeitos", afirmou.
A manifestação ocorreu após a Polícia Federal apontar ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a suspeição de Toffoli como relator das investigações. A informação foi revelada pelo portal UOL.
De acordo com as reportagens, os elementos apresentados pela PF ao presidente do STF se baseiam em conversas encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que mencionam o nome de Toffoli. Diante do requerimento, Fachin já intimou o ministro a se manifestar formalmente sobre o pedido.
Apesar da pressão, Toffoli tem dito a auxiliares que não vê razão para deixar a relatoria do caso.
Em nota, o gabinete do ministro afirmou que "o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações". O comunicado também sustenta que "Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte".


