André Mendonça terá papel central nas eleições de 2026, diz Luís Nassif
Jornalista afirma que atuação do ministro do STF em investigações e vazamentos pode impactar o ambiente político e a disputa eleitoral
247 - O jornalista Luís Nassif afirmou nesta sexta-feira (6) em texto publicado no jornal GGN que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça deverá se tornar um dos principais personagens das eleições de 2026. Segundo o analista, a atuação do magistrado em investigações de grande repercussão política pode influenciar diretamente o ambiente eleitoral.
Nassif sustenta que o papel de Mendonça no inquérito relacionado ao Banco Master evidencia um alinhamento político que, na avaliação dele, tende a repercutir no cenário eleitoral. Para o jornalista, a atuação do ministro não se explica apenas pelo fato de ele ter sido indicado ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com Nassif, o caso Banco Master passou a registrar uma série de vazamentos de informações nos últimos dias. Parte dessas divulgações foi atribuída à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, hipótese que o jornalista considera equivocada.
Ele afirma que, logo no início da investigação, a Polícia Federal teria divulgado mensagens extraídas do celular do empresário Daniel Vorcaro. Diante da repercussão, o ministro Dias Toffoli decidiu levar o inquérito ao STF e designar peritos com o objetivo de evitar novos vazamentos.
Na avaliação do jornalista, o episódio reúne características semelhantes às observadas em investigações anteriores de grande impacto político no país. “O caso Master tem tudo para repetir a Lava Jato 1”, escreveu Nassif no texto.
Segundo ele, investigações que envolvem grande número de suspeitos e forte repercussão pública costumam ser conduzidas paralelamente à cobertura jornalística, muitas vezes impulsionada pela divulgação seletiva de informações.
Nassif sustenta que o cenário atual difere do período da Lava Jato porque, desta vez, o protagonista institucional estaria dentro da própria Suprema Corte. Para ele, Mendonça teria responsabilidade direta pelo fluxo de informações que vem sendo divulgado.
O jornalista também observa que políticos ligados ao bolsonarismo e ao Centrão aparecem entre os principais suspeitos no caso Banco Master. Em sua análise, o envio do inquérito ao Congresso teria criado condições para novos vazamentos conforme interesses políticos.
“Firmou-se ali, sem nenhuma sutileza, o pacto que deverá marcar a campanha eleitoral desse ano”, escreveu Nassif.
O texto também menciona questionamentos sobre decisões tomadas durante a investigação, como a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, citada no artigo como um ponto que, segundo o jornalista, exigiria esclarecimentos adicionais.
Ao concluir a análise, Nassif afirma que o Brasil se aproxima de uma eleição decisiva em meio a um ambiente político marcado por disputas institucionais, investigações e forte polarização. Segundo ele, esse conjunto de fatores poderá influenciar de forma significativa o rumo do processo eleitoral de 2026.


