CPI do Crime Organizado mira ex-dirigentes do BC ligados a Daniel Vorcaro
Parlamentares apresentam requerimentos para convocar ex-diretor e ex-chefe de supervisão do Banco Central citados em relatório da PF sobre o Caso Master
247 - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Congresso Nacional pretende ampliar o escopo de suas investigações e incluir novos depoimentos relacionados ao chamado Caso Master, informa Lauro Jardim, do jornal O Globo. Parlamentares apresentaram requerimentos para convocar o ex-diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Souza, e o ex-chefe de Supervisão Bancária da autarquia, Belinne Santana. Ambos aparecem em relatório da Polícia Federal que embasou decisões recentes no processo envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Os dois ex-integrantes do Banco Central foram citados no documento da Polícia Federal utilizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça para determinar a nova prisão de Vorcaro. No relatório, eles são apontados como suspeitos de receber uma “mesada” do ex-banqueiro, elemento que levou investigadores a incluí-los no contexto das apurações.
Os requerimentos protocolados na CPI buscam levar Souza e Santana a prestar esclarecimentos sobre sua eventual relação com Vorcaro e com o chamado Caso Master. A iniciativa indica a tentativa de parlamentares de aprofundar o debate sobre o caso no âmbito do Congresso, mesmo diante de decisões judiciais que têm limitado algumas frentes de investigação.
O nome de Paulo Sérgio Souza surge ainda no relatório policial com outra menção relevante: ele teria atuado como “consultor informal” do banco Master. A suspeita de proximidade com o ex-banqueiro é um dos pontos que motivaram a inclusão de seu nome nos pedidos de convocação apresentados à CPI.
O cenário jurídico do caso também envolve decisões recentes do Supremo Tribunal Federal. Na sexta-feira passada, o ministro Gilmar Mendes determinou a suspensão da quebra de sigilo da empresa Maridt, companhia que tem o ministro Dias Toffoli como sócio.
Após essa decisão, foi apresentado um pedido ao ministro Edson Fachin para tentar reverter a medida adotada por Mendes. O movimento busca retomar o acesso a informações consideradas relevantes pelos investigadores no contexto do caso.


