Após fala de Valdemar, Pedro Rousseff aciona PGR por possível interferência de Trump na eleição brasileira
Representação questiona apoio estrangeiro citado por dirigente do PL
247 - O vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff protocolou nesta quarta-feira (18) uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a abertura de investigação sobre uma possível interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro. A medida foi motivada por declarações do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a respeito de apoio internacional a uma eventual candidatura presidencial em 2026.
A iniciativa busca esclarecer o alcance e a natureza do apoio mencionado por Valdemar, que afirmou esperar respaldo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro. Para o parlamentar, a declaração levanta questionamentos relevantes sobre eventuais articulações externas envolvendo o cenário político nacional.
Na representação, Rousseff sustenta que a Constituição Federal proíbe partidos políticos de receber recursos ou se submeter à influência de governos estrangeiros. A mesma vedação está prevista na legislação eleitoral e na lei dos partidos políticos, o que, segundo ele, reforça a necessidade de apuração.
O vereador defende que as declarações justificam uma atuação preventiva do Ministério Público Eleitoral, com o objetivo de verificar se houve tentativa de interferência externa capaz de comprometer a igualdade de condições entre os candidatos.
“É um absurdo o presidente nacional de um partido que vai disputar a Presidência assumir, assim, na cara dura, que espera apoio do Trump. Isso é gravíssimo. São uns entreguistas que querem vender o Brasil a preço de banana. Se houver interferência estrangeira, tem que cassar antes de conseguirem”, afirmou.
No pedido encaminhado à PGR, Rousseff solicita a instauração de procedimento investigatório, a oitiva de Valdemar Costa Neto para esclarecimentos e a adoção de providências caso sejam identificados indícios de irregularidades.
Entre as possíveis consequências previstas na legislação eleitoral estão sanções financeiras aos partidos e, em situações mais graves, o cancelamento do registro partidário, caso se comprove subordinação a interesses de governos estrangeiros.


