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Após sugerir troca do Pix por sistema dos EUA, Eduardo Bolsonaro recua e diz ser alvo de "patifaria"

Filho de Jair Bolsonaro diz que jamais sugeriu substituir o Pix pelo Zelle

Após sugerir troca do Pix por sistema dos EUA, Eduardo Bolsonaro recua e diz ser alvo de "patifaria" (Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak | Reprodução)
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247 - O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro negou nesta quinta-feira (4) ter defendido a substituição do Pix pelo Zelle, sistema de transferências utilizado nos Estados Unidos. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou que nunca propôs a troca do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos por uma plataforma estadunidense e classificou como "patifaria" as publicações que atribuíram essa posição a ele. As informações são do Metrópoles

A controvérsia ganhou repercussão após as declarações feitas por Eduardo Bolsonaro durante entrevista concedida ao canal TMC News, na quarta-feira (3), quando comentou possíveis negociações entre Brasil e Estados Unidos.

"Jamais disse isso", afirma Eduardo Bolsonaro

No vídeo publicado nesta quinta-feira, Eduardo Bolsonaro reagiu às acusações e cobrou uma retratação pública. "Exijo uma retratação. Eu absolutamente jamais disse isso. Desafio a calar minha boca e mostrar um vídeo onde eu tenha dito, porventura, algo nesse sentido", declarou.

As críticas surgiram após postagens nas redes sociais afirmarem que o ex-deputado teria defendido a substituição do Pix pelo Zelle. Segundo Eduardo, essa interpretação não corresponde ao que foi dito na entrevista.

Eduardo citou sistema dos EUA em entrevista

Durante a conversa com o TMC News, Eduardo mencionou que os Estados Unidos possuem mecanismos de transferência eletrônica que, segundo ele, guardam semelhanças com o sistema brasileiro.

"Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos, aqui é o Zelle. Então, dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos", afirmou.

Após a repercussão, o ex-parlamentar ressaltou que sua fala se referia à existência de sistemas equivalentes para facilitar eventuais negociações comerciais entre os dois países, e não à substituição do Pix.

Embate político

Ao responder às críticas, Eduardo também saiu em defesa do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos e associou sua criação ao governo de Jair Bolsonaro (PL). "O Pix é criado por Jair Messias Bolsonaro, sem taxa e assim continuará sendo. Só Bolsonaro poderia criá-lo porque os bancos tiveram prejuízo bilionário com a criação do Pix", afirmou. Apesar da afirmação, o Pix foi criado e desenvolvido por técnicos do Banco Central. 

O tema voltou ao centro do debate político após um relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) recomendar a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo o órgão, algumas políticas adotadas pelo Brasil prejudicariam interesses comerciais estadunidenses.

Entre os pontos questionados pelo governo dos Estados Unidos está o Pix. A avaliação do USTR é que o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos poderia colocar empresas dos EUA do setor de pagamentos eletrônicos em desvantagem competitiva.

Nos últimos dias, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a criticar os Estados Unidos em função da taxação envolvendo o sistema de pagamentos brasileiro Pix. Do outro lado, integrantes do campo bolsonarista têm destacado que o sistema foi lançado durante o governo de Jair Bolsonaro e rejeitam qualquer proposta de alteração ou substituição da ferramenta, hoje amplamente utilizada pelos brasileiros.

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