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Ataques a Lula durante o carnaval fazem parte de campanha milionária com impulsionamento pago, avalia Planalto

O ministro-chefe da Secom, Sidônio Palmeira, afirma que existem indícios de que conteúdos contrários ao presidente foram financiados

Ataques a Lula durante o carnaval fazem parte de campanha milionária com impulsionamento pago, avalia Planalto (Foto: Reuters)

247 - O Palácio do Planalto identificou o que classifica como uma ofensiva articulada nas redes sociais para ampliar críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva relacionadas ao desfile das escolas de samba do grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro. A avaliação é de que postagens com ataques ao governo estariam sendo impulsionadas mediante pagamento, com o objetivo de gerar desgaste político. As informações são da jornalista Daniela Lima, do UOL.

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Sidônio Palmeira, atribui o movimento a “oportunismo eleitoral” e afirma que há indícios de financiamento significativo por trás da disseminação de conteúdos críticos.

Em declaração à coluna, o ministro afirmou: "A Presidência não fez pesquisa sobre o desfile, o governo não interfere no trabalho de criação dos enredos de nenhuma escola de samba. Há, sim, intenção de produzir ruídos por oportunismo eleitoral. Digo com segurança que há um investimento milionário em impulsionamento de conteúdo nas redes para inflar uma polêmica que é falsa".

Diante do cenário, o Planalto estuda recorrer à Justiça Eleitoral para que seja apurada a suspeita de que adversários políticos estariam pagando para ampliar o alcance de publicações com ataques ao presidente. A movimentação ocorre após a repercussão do desfile da Acadêmicos de Niterói, que levou à Marquês de Sapucaí um enredo sobre a trajetória de Lula, marcado por críticas e ironias direcionadas a opositores.

Sidônio Palmeira também ressaltou que a principal preocupação do governo foi o cumprimento da legislação eleitoral. "A única preocupação que o governo tinha era a de não ferir a lei eleitoral. A recomendação para que ministros não fossem à Sapucaí, por exemplo. De resto, respeitamos a liberdade criativa de escola que homenageou Lula e de todas as demais", concluiu.

No desfile, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi representado como o palhaço Bozo. Em outro momento, a escola ironizou setores conservadores com a imagem de uma lata estampada com a inscrição “Família em conserva”. A ala recebeu o título “neoconservadores em conserva”, segundo registros do desfile.

Após a apresentação, a Acadêmicos de Niterói acabou rebaixada do Grupo Especial do Carnaval do Rio e, no próximo ano, disputará a Série Ouro. O episódio ampliou o debate político em torno do Carnaval e intensificou a circulação de conteúdos críticos ao governo nas plataformas digitais, agora sob suspeita de impulsionamento pago.

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