Banco Central diz que encontrou indícios de vantagens indevidas de servidores afastados no caso Master
Dois servidores foram alvos da terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira
247 - O Banco Central informou nesta quarta-feira (4) que identificou indícios de recebimento de vantagens indevidas por dois servidores afastados em meio às investigações relacionadas ao Banco Master. A suspeita surgiu durante uma revisão interna conduzida pela própria autoridade monetária nos processos de fiscalização e de liquidação ligados à instituição financeira.
Segundo o Banco Central, a análise preliminar levou ao afastamento cautelar dos dois técnicos, que também tiveram o acesso às dependências do órgão e aos sistemas internos suspenso. Além das medidas administrativas, o BC comunicou à Polícia Federal a existência de indícios de crime.
Os servidores investigados são Paulo Sérgio de Souza e Belline Santana, que foram alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado atua como relator do processo relacionado ao caso Master na Corte.
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Federal, os dois servidores são suspeitos de prestar consultoria informal ao empresário Vorcaro, em possível conflito com suas funções dentro da autoridade monetária. Antes mesmo da nova fase da operação, ambos já haviam sido retirados dos cargos por decisão administrativa do próprio Banco Central, no âmbito de uma apuração interna que buscava esclarecer sua atuação no caso.
Em nota oficial, o Banco Central destacou que considera a investigação policial fundamental para o esclarecimento completo do episódio. A instituição afirmou que acompanha o andamento do caso e reforçou que eventuais irregularidades serão tratadas dentro dos parâmetros legais.
No comunicado, o órgão declarou sua "convicção" de que o trabalho da Polícia Federal "representa um passo essencial para o pleno esclarecimento dos fatos."
O Banco Central também ressaltou que qualquer irregularidade confirmada será punida de acordo com a legislação vigente. No texto divulgado à imprensa, a autoridade monetária afirmou: "Esclarece o Banco Central que, observado o devido processo legal e o direito à ampla defesa, as condutas infracionais identificadas receberão a devida resposta sancionatória, de acordo com a lei."


