Banco Central e CVM firmam acordo para aprimorar informações de crédito
Cooperação técnica busca melhorar supervisão e formulação de políticas públicas no crédito
247 - O Banco Central (BC) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) firmaram, nesta segunda-feira (13), um acordo de cooperação técnica para ampliar e qualificar o intercâmbio de informações sobre operações de crédito no país. A iniciativa busca reforçar o monitoramento do Sistema Financeiro Nacional e aprimorar a formulação de políticas voltadas à estabilidade financeira.
De acordo com nota oficial divulgada pelo Banco Central, a parceria dá continuidade a uma colaboração institucional já existente entre os dois órgãos e tem como foco o aperfeiçoamento do acompanhamento do mercado de crédito, com impacto direto na supervisão e na análise de riscos.
O acordo consolida práticas que já vinham sendo adotadas. Desde 2012, por exemplo, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) enviam informações ao Sistema de Informações de Créditos (SCR), conforme regulamentação da CVM. Com a nova etapa da cooperação, o compartilhamento de dados será ampliado e padronizado, incluindo também informações de outras entidades reguladas pela autarquia, como as companhias securitizadoras.
A ampliação da base de dados permitirá uma visão mais abrangente do nível de endividamento de pessoas físicas e jurídicas. Com isso, BC e CVM devem fortalecer sua capacidade de identificar, monitorar e avaliar riscos de crédito, contribuindo para decisões mais precisas no âmbito macroprudencial.
Ainda segundo o Banco Central, o aprimoramento das informações oferece suporte técnico mais qualificado para a atuação das duas instituições, favorecendo a estabilidade do sistema financeiro e o funcionamento adequado dos mercados financeiro e de capitais.
Para securitizadoras e fundos de investimento, a melhoria no fluxo de dados tende a representar ganhos relevantes na análise de crédito, ao possibilitar acesso a um conjunto mais completo de informações sobre devedores. Esse avanço contribui para decisões mais seguras e para a mitigação de riscos.
No conjunto do mercado financeiro, a iniciativa também pode reduzir assimetrias de informação e favorecer uma precificação mais adequada do risco de crédito, com potencial impacto positivo sobre os custos finais para tomadores.


