Bia Kicis diz que deputada neonazista alemã "é uma defensora da família e luta pela soberania"

Em carta aberta à Confederação Israelita do Brasil, a deputada bolsonarista Bia Kicis defendeu o seu encontro com a deputada Beatrix Von Storch, do partido alemão de extrema-direita Alternativa para Alemanha

www.brasil247.com - Bia Kicis e Beatrix von Storch
Bia Kicis e Beatrix von Storch (Foto: Reprodução/Twitter)


247 - A deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL), que celebrou encontro com deputada de partido alemão neonazista, escreveu, em carta à Confederação Israelita do Brasil publicada no portal bolsonarista Pleno News, que Beatrix Von Storch “é uma defensora dos valores judaico-cristãos, e da família e luta pela soberania de sua Pátria”.

Ele tentou justificar que o partido alemão AfD “não é nazista” pois é “é um partido legitimado e reconhecido na Alemanha, contando com 90 parlamentares”. A deputada alemã com quem se encontrou, no entanto, é neta do ministro das Finanças do ditador nazista Adolf Hitler, Lutz Graf Schwerin von Krosigk, filiado ao Partido Nacional-Socialista dos Trablhadores Alemães (Partido Nazista).

Como se justificasse algo, Kicis argumenta ainda que a AfD, de Beatrix Von Storch, “apoia e defende Israel”.

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Além de Kicis, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), filho de Jair Bolsonaro, também celebrou o encontro com a deputada nazista. "Somos unidos por ideais de defesa da família, proteção das fronteiras e cultura nacional", escreveu Eduardo.

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Reação

O Museu do Holocausto rechaçou as declarações da deputada, que defendeu o AfD, partido investigado por propagar ideias extremistas e neonazistas.

Bia Kicis encontrou-se com Beatrix von Storch, deputada do partido e celebrou: "conservadores do mundo se unindo para defender os valores cristãos e a família"

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O  museu se posicionou por meio do seu perfil no Twitter: "A Alternative für Deutschland (Alternativa para a Alemanha) é um partido político alemão de extrema-direita, fundado em 2013, com tendências racistas, sexistas, islamofóbicas, antissemitas, xenófobas e forte discurso anti-imigração".

Em uma sequência de tuítes, o museu traz fatos históricos e reforça a preocupação com a aproximação entre os partidos de extrema direita.

"É evidente a preocupação e a inquietude que esta aproximação entre tal figura parlamentar brasileira e Beatrix von Storch representam para os esforços de construção de uma memória coletiva do Holocausto no Brasil e para nossa própria democracia", destaca.

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Além disso, o grupo Judeus pela Democracia também criticou Kicis. "Bia Kicis esteve com a AfD, da extrema-direita alemã, com raízes ligadas ao nazismo e notadamente xenófobo. O partido é investigado pela Inteligência alemã por posturas antidemocráticas. Sob a capa do conservadorismo, o bolsonarismo não se preocupa mais em esconder suas simpatias", postou o grupo em suas redes sociais.

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