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Bolsa Família tirou 5,1 milhões de famílias da pobreza desde 2023

Bolsa Família promove aumento de renda, ampliação do emprego e fortalecimento das políticas públicas de combate à fome, diz Wellington Dias

Bolsa Família tirou 5,1 milhões de famílias da pobreza desde 2023 (Foto: Lyon Santos/MDS)
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247 - O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT), afirmou nesta quarta-feira (27) que 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família desde 2023 porque superaram a pobreza, em um cenário de aumento de renda, ampliação do emprego e fortalecimento das políticas públicas de combate à fome.

A declaração foi feita durante o programa “Bom Dia, Ministro”, no qual Wellington Dias apresentou dados do MDS sobre o desempenho do maior programa de transferência de renda do Brasil. Segundo o ministro, o Bolsa Família tem sido decisivo para garantir dignidade, cidadania e segurança alimentar a milhões de brasileiros.

“O Brasil é um país que defende a paz, a trégua, o diálogo, para que a gente tenha as condições de priorizar o principal. O combate à fome, o combate à pobreza, certamente, é a raiz de tudo”, declarou o ministro.

Wellington Dias também afirmou que o programa promove uma mudança concreta na vida das famílias atendidas ao garantir autonomia no acesso à alimentação.

“A primeira grande mudança com programas como esse de transferência de renda, o Bolsa Família, é a garantia das pessoas nunca mais serem humilhadas. Ou seja, as pessoas passam a ter uma renda básica com a qual livremente podem ir no mercadinho, na feira, comprar o alimento e levar para a mesa da sua casa”, completou.

Ministro destaca eficiência do Bolsa Família

Durante a entrevista, Wellington Dias defendeu que os resultados do Bolsa Família demonstram a eficiência do programa na redução da pobreza. Segundo ele, o modelo adotado desde 2023 combina transferência de renda com estímulo ao emprego e à melhoria das condições econômicas das famílias.

“Só de 2023 para cá, com esse novo modelo estimulador do emprego, 5 milhões e 100 mil famílias saíram da pobreza. E saíram do Bolsa Família porque saíram da pobreza. Então, sim, o Bolsa Família é eficiente e, ao mesmo tempo, uma medida assertiva que já está em 140 países do mundo”, ressaltou.

O programa, integrado ao Plano Brasil Sem Fome, também é apontado pelo governo como uma das políticas que contribuíram para a saída do Brasil do Mapa da Fome. Entre 2023 e 2025, o Bolsa Família atendeu 20,7 milhões de famílias, o equivalente a cerca de 54 milhões de pessoas, com repasses que somaram R$ 434,7 bilhões no período.

O governo também aponta efeitos de ascensão social associados ao programa. Em 2023 e 2024, 17,4 milhões de pessoas deixaram a pobreza e passaram a integrar as classes A, B e C, contingente comparado à população total do Equador.

Estudos apontam impactos em emprego, saúde e direitos

O Bolsa Família é reconhecido internacionalmente como uma política de transferência de renda voltada à redução da fome e da pobreza. De acordo com o texto oficial, diferentes pesquisas analisaram seus efeitos ao longo dos anos e na atual gestão, indicando impactos positivos no emprego, na garantia de direitos e na mobilidade social.

Um estudo divulgado pelo National Bureau of Economic Research (NBER), citado pelo governo, apontou que o programa também reduziu internações e evitou cerca de mil mortes entre famílias em situação de extrema pobreza.

Wellington Dias rebate desinformação sobre beneficiários

O ministro também abordou a desinformação sobre o Bolsa Família. Ele lembrou que o programa exige o cumprimento de condições para a manutenção do benefício, como frequência escolar e acompanhamento de saúde.

Wellington Dias rejeitou a ideia de que beneficiários não desejam deixar o programa. Segundo ele, as famílias buscam crescimento econômico quando encontram oportunidades.

“Quem de nós, mesmo na classe média, não quer crescer? Agora, imagine o mais pobre. Quando alguém tem a oportunidade de sair do Bolsa Família, é para um caminho de três vezes mais oportunidades. Há um estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas, com o Banco Mundial, que mostra que, da primeira geração, cerca de 20 milhões de brasileiros puderam estudar por meio do Bolsa Família. Estamos falando de aproximadamente 70% das novas gerações que já não estão mais na pobreza”, afirmou.

Regra de Proteção garante transição de renda

O governo também destacou a Regra de Proteção, mecanismo criado para evitar que famílias percam imediatamente o benefício ao registrarem aumento de renda. Pela regra, famílias cuja renda mensal por pessoa ultrapassa R$ 218, mas não passa de R$ 706, continuam recebendo 50% do valor do benefício por até 12 meses.

A medida busca oferecer uma transição mais segura para beneficiários que passam a ter melhora financeira, reduzindo o risco de perda abrupta de renda.

“Muita gente que estava no Bolsa Família agora é empregador, assinando carteira de trabalho de outras pessoas. Segundo o Sebrae, cerca de 1,3 milhão de pessoas hoje são empregadas de empresários, principalmente empresárias mulheres, que um dia desse era do Bolsa Família”, destacou Wellington Dias.

Aplicativo do Bolsa Família reúne serviços e informações

Wellington Dias também apresentou mudanças no aplicativo e no site do Bolsa Família. Segundo o ministro, as plataformas foram reformuladas para facilitar o acesso dos beneficiários a informações atualizadas e reduzir a necessidade de atendimentos presenciais na rede socioassistencial.

“É um aplicativo moderno, ao mesmo tempo simples. Ele é uma linha direta com o Ministério de Desenvolvimento Social, mas também se integra com 24 outros ministérios. Agora, pelo aplicativo, a pessoa tem ali todos os passos para resolver situações, se o valor do benefício foi bloqueado, se algum jovem ainda não tem o Pé-de-Meia, como se inscrever para o Minha Casa, Minha Vida. Então, ao invés de ter que ir presencialmente ao Centro de Referência da Assistência Social, o aplicativo permite que a pessoa tenha uma linha direta para o Bolsa Família e quais os outros direitos que ela tem”, explicou.

Além das ferramentas digitais, o MDS mantém o Disque Social 121, canal gratuito para esclarecer dúvidas, consultar benefícios e registrar demandas. O serviço também recebe denúncias sobre boatos, desinformação e tentativas de golpes envolvendo programas sociais do Governo do Brasil.

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