"Bolsonarinho é antivacina", diz Padilha sobre Flávio Bolsonaro
Ministro reforça necessidade de vacinação e critica postura do senador diante do movimento antivacina no Brasil
247 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, chamou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, de antivacina ao comentar o avanço desse movimento no Brasil e reforçou que a vacinação é prioridade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração, segundo o jornal O Estado de São Paulo, ocorreu durante o anúncio de ações para ampliar a cobertura vacinal, em meio a alertas sobre os impactos de discursos contrários à imunização.
Críticas a Flávio Bolsonaro e referência à pandemia
Ao ser questionado por jornalistas, o ministro fez críticas diretas ao senador e relembrou o período da pandemia de covid-19. “Tem movimento (antivacina), tem candidato a presidente da República. O Bolsonarinho é antivacina. Não vem com esse papo agora de que ele é vacinado. O que que o Bolsonarinho fez quando o pai dele fazia chacota de vacina, falava que (quem) tomar vacina podia virar jacaré? Que que ele fez nessa época?”, afirmou.
A declaração faz referência ao contexto em que o então mandatário, Jair Bolsonaro (PL), adotou discursos críticos à vacinação, minimizou a gravidade da Covid-19 e ironizou o sofrimento de pacientes e familiares atingidos pelo coronavírus. A pandemia deixou cerca de 716 mil mortos no Brasil.
Estima-se que mais de 500 mil vidas poderiam ter sido salvas se, desde o início dos casos, o governo adotasse uma postura favorável à ciência de forma efetiva. Sob o governo Bolsonaro, o Brasil teve a 16ª pior taxa de mortalidade do mundo e respondeu por cerca de 10% das mortes globais por Covid-19.
Vacinação como prioridade do governo
Padilha destacou que o governo do presidente Lula tem a ampliação da cobertura vacinal como uma de suas principais prioridades. Segundo ele, a população deve permanecer atenta diante da presença de candidatos com posições consideradas antivacina no debate público.
Mobilização de lideranças religiosas
Como parte da estratégia para ampliar a adesão às campanhas de vacinação, o Ministério da Saúde intensificou o diálogo com lideranças religiosas. A pasta prepara um ato ecumênico com representantes evangélicos para celebrar o avanço da cobertura vacinal.
“Tenho feito muitos encontros com lideranças religiosas. Vamos realizar nos próximos dias um ato ecumênico aqui dentro do ministério com lideranças evangélicas para a gente fazer uma saudação desse resultado que tivemos na ampliação da cobertura vacinal. A gente pediu muito para essas lideranças religiosas falarem nos seus cultos da importância da vacina”, disse o ministro.


