HOME > Saúde

Brasil acelera vacinação contra gripe e aplica mais de 2,3 milhões de doses no início da campanha

Mobilização nacional pelo SUS prioriza crianças, gestantes e idosos diante do aumento de vírus respiratórios

Alexandre Padilha (Foto: Rafael Nascimento/MS)

247 – O Brasil iniciou com forte adesão a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, ultrapassando a marca de 2,3 milhões de doses aplicadas nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. As informações são da Agência Gov, via Ministério da Saúde, que destaca o avanço da imunização logo nos primeiros dias da mobilização.

A campanha, que segue até 30 de maio com vacinação gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tem como foco principal proteger os grupos mais vulneráveis antes do período de maior circulação do vírus. Entre eles estão crianças, gestantes e idosos, que concentraram 94% das doses aplicadas durante o Dia D, realizado no último sábado (28), quando foram administradas cerca de 1,6 milhão de vacinas em apenas um dia.

Estratégia para conter avanço de vírus respiratórios

Para garantir a ampla cobertura vacinal, o Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses aos estados, reforçando a estratégia de antecipar a proteção da população. A vacinação está disponível em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em postos instalados em locais de grande circulação, facilitando o acesso da população.

O cenário epidemiológico acende um alerta. Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios no país. Até 14 de março, foram registrados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com cerca de 840 mortes. Entre os casos graves identificados, a influenza representa 28,1% das infecções.

Diante desse quadro, a priorização de grupos vulneráveis é considerada essencial para reduzir complicações, internações e óbitos.

Padilha convoca população e critica negacionismo

Em pronunciamento oficial, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou a importância da vacinação e fez um apelo direto às famílias brasileiras:

"Não negue ao seu filho um direito que nossos pais não nos negaram. Vacinar é também um ato de amor à sua família. Vá até um posto de saúde para se vacinar, vacinar quem você ama e cuidar da sua saúde para que possamos viver um futuro mais seguro”, destacou.

O ministro também ressaltou o esforço do governo para recuperar os índices de cobertura vacinal após anos de retrocesso:

"Recebemos um país ameaçado pela volta de doenças que haviam sido erradicadas, mas que, por conta do descaso e do negacionismo, voltaram a preocupar. Em três anos, revertemos esse cenário. Com o apoio dos profissionais do SUS e das famílias brasileiras, ampliamos a vacinação em todas as 16 vacinas do calendário infantil”, concluiu.

Quem deve se vacinar

Além do público prioritário — crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes —, a campanha também contempla diversos grupos estratégicos, como:

  • Trabalhadores da saúde
  • Professores
  • Pessoas com comorbidades
  • Pessoas com deficiência permanente
  • Povos indígenas e quilombolas
  • População em situação de rua
  • Profissionais das forças de segurança e das Forças Armadas
  • Caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo
  • Trabalhadores portuários e dos correios
  • População privada de liberdade e jovens em medidas socioeducativas

A ampliação do público busca garantir maior proteção coletiva, especialmente em um momento de aumento das infecções respiratórias.

Particularidades na Região Norte

Na Região Norte, a vacinação segue um calendário diferente, adaptado às condições climáticas e epidemiológicas locais. As altas temperaturas e a umidade influenciam a dinâmica de transmissão do vírus, exigindo ajustes na estratégia de imunização.

Vacinação como ferramenta de proteção coletiva

A campanha reforça o papel central do SUS na prevenção de doenças e na proteção da população brasileira. A imunização contra a influenza é considerada uma das principais ferramentas para evitar o agravamento de quadros respiratórios, aliviar a pressão sobre o sistema de saúde e salvar vidas.

Com o avanço inicial da campanha e a mobilização nacional, o desafio agora é manter o ritmo de vacinação e ampliar a cobertura, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

Artigos Relacionados