Bolsonaro passou por “traumatismo leve” na cabeça, diz médico
Ex-presidente passou mal durante a madrugada, sofreu queda e será submetido a exames para avaliação clínica em Brasília
247 - O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu um traumatismo cranioencefálico leve após passar mal durante a madrugada na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena. A informação foi confirmada nesta terça-feira pelo médico Cláudio Birolini, que acompanha o caso e afirmou que o quadro exige monitoramento e exames complementares. As informações são do jornal O Globo.
Segundo o médico, a situação clínica de Bolsonaro demanda atenção especial devido ao risco associado a quedas. “Em vista da situação em que ele se encontra, quedas com traumatismos são uma de nossas maiores preocupações. Já havíamos alertado sobre esse risco”, afirmou Birolini, ao confirmar o diagnóstico de traumatismo cranioencefálico leve.
O episódio veio a público após relato feito pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que informou, por meio de redes sociais, que o ex-presidente teve uma crise de soluços enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça em um móvel. De acordo com ela, como Bolsonaro está detido em uma sala especial da Polícia Federal, o atendimento médico só ocorreu no momento em que ele foi chamado para receber visita.
Michelle esteve na unidade da Polícia Federal na manhã desta terça-feira e disse aguardar a chegada de um delegado para esclarecer de que forma foram prestados os primeiros socorros após a queda. Integrantes da Polícia Federal, ouvidos sob reserva, afirmaram que houve atendimento no local e minimizaram a gravidade do ocorrido.
Além de Cláudio Birolini, o cardiologista Brasil Ramos Caiado também foi acionado e compareceu à Superintendência da Polícia Federal para realizar uma avaliação clínica do ex-presidente.
O incidente acontece poucos dias depois de Bolsonaro apresentar melhora no estado de saúde. Na semana passada, ele recebeu alta do hospital DF Star, onde permaneceu internado por nove dias após passar por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Durante a internação, iniciada em 24 de dezembro e encerrada no dia 1º de janeiro, Bolsonaro também foi submetido a um bloqueio do nervo frênico, procedimento indicado para conter crises persistentes de soluços, associadas pelos médicos a complicações decorrentes da facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018.
Desde o retorno à custódia da Polícia Federal, aliados e interlocutores relataram evolução clínica considerada positiva, com redução das crises de soluço. Ainda assim, pessoas ouvidas sob reserva afirmaram que o ex-presidente vinha se queixando de dificuldades para dormir, atribuídas ao funcionamento contínuo e ao ruído do sistema de ar-condicionado da unidade.
A defesa levou a reclamação ao Supremo Tribunal Federal. Em petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados alegaram que o barulho compromete o repouso de Bolsonaro e solicitaram medidas como isolamento acústico ou adequações no espaço. Na segunda-feira, Moraes determinou que a Polícia Federal se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre as condições descritas.
Bolsonaro está preso desde o fim de novembro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.
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Dados do Google Trends mostram um aumento repentino por pesquisas relacionadas a Jair Bolsonaro no início da tarde desta terça-feira (6).




