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Bolsonaro terá assistência religiosa na Papudinha com pastor deputado e bispo evangélico

Ministro Alexandre de Moraes autoriza visitas semanais de líderes religiosos a Jair Bolsonaro durante período de detenção no DF

Thiago Manzoni (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

247 - A assistência religiosa concedida a Jair Bolsonaro (PL) durante sua permanência no Centro de Detenção Provisória da Papudinha, no Distrito Federal, será realizada por dois líderes evangélicos com atuação política. A autorização foi concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes na decisão que determinou a transferência do ex-chefe do Executivo para a unidade prisional, assinada na quinta-feira (15).

As informações foram publicadas originalmente pela Folha de São Paulo, que detalhou os termos da autorização concedida pelo STF e o perfil dos responsáveis pelo acompanhamento espiritual de Bolsonaro. Segundo a decisão, poderão realizar as visitas o deputado distrital Thiago Manzoni (PL), integrante da Igreja IDE Brasília, e o ex-deputado federal Robson Rodovalho, presidente da igreja Sara Nossa Terra.

Thiago Manzoni já vinha prestando apoio religioso ao ex-presidente desde o período em que Bolsonaro cumpria prisão domiciliar. O acompanhamento ocorria por meio de um grupo de orações organizado semanalmente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). De acordo com o parlamentar, a iniciativa tem caráter estritamente espiritual. “Neste momento, a visita tem caráter de continuidade desse acompanhamento espiritual, com o propósito de levar a palavra e o consolo de Deus. A Bíblia contém ensinamentos capazes de consolar, confortar, animar e fortalecer o coração humano em todas as circunstâncias da vida”, afirmou.

“Tenho convicção de que, mesmo diante das dificuldades impostas pelo momento, o presidente seguirá fortalecido por sua fé, com espírito firme e confiança para suportar as adversidades”, declarou o deputado distrital.

Aliado próximo da deputada federal Bia Kicis (PL-DF), Manzoni é uma das principais lideranças do bolsonarismo no Distrito Federal. Ele preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa e ocupa o cargo de secretário-geral do PL-DF. No ano passado, participou da organização de carreatas em direção ao condomínio onde Bolsonaro residia, em protesto contra medidas restritivas impostas pela Justiça. O parlamentar também já empregou em seu gabinete o coronel da reserva Flávio Botelho Peregrino, que foi braço-direito do ex-ministro e ex-candidato a vice-presidente Walter Braga Netto.

A autorização do STF prevê que a assistência religiosa seja realizada de forma individual, uma vez por semana, às terças ou sextas-feiras, com duração de uma hora por visita. O acesso foi concedido a pedido da defesa de Bolsonaro. No ano anterior, o ministro Alexandre de Moraes havia impedido a participação de Robson Rodovalho no grupo de orações durante a prisão domiciliar do ex-presidente. Na ocasião, Moraes argumentou que o grupo não poderia ser utilizado “com desvio de finalidade, acrescentando diversas e distintas pessoas como integrantes somente para a realização de visitas não especificamente requeridas”.

Além do acompanhamento religioso, Bolsonaro continuará tendo direito a assistência médica permanente na Papudinha, com atendimento 24 horas e visitas de seus médicos sem necessidade de autorização prévia. O ex-presidente também seguirá realizando sessões de fisioterapia e recebendo alimentação especial, conforme prescrição médica.

Segundo o ministro Alexandre de Moraes, a transferência para a unidade permitirá melhores condições de permanência. De acordo com a decisão, o novo local possibilita “o aumento do tempo de visitas aos familiares, a realização livre de ‘banho de sol’ e de exercícios a qualquer horário do dia, inclusive com a instalação de aparelhos para fisioterapia, tais como esteira e bicicleta, atendendo a recomendação médica”.

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