Brasil condena ação de Israel em Jerusalém e cobra respeito à liberdade religiosa
Itamaraty critica ação que impediu missa de Domingo de Ramos no Santo Sepulcro sobre território Palestino ocupado
247 - O governo brasileiro condenou a ação da polícia de Israel que impediu o acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém Oriental, onde ele celebraria a missa do Domingo de Ramos. Em nota oficial do Ministério das Relações Exteriores neste domingo (29), o Itamaraty afirmou que a restrição também atingiu o Custódio da Terra Santa, monsenhor Francesco Ielpo, impedido de participar da celebração religiosa em um dos locais mais sagrados do cristianismo.
O episódio ocorre em meio a uma série de limitações impostas por autoridades israelenses ao acesso de fiéis a locais religiosos em Jerusalém Oriental.
De acordo com o governo brasileiro, nas últimas semanas também foram registradas restrições à entrada de cristãos no Santo Sepulcro, bem como de muçulmanos durante o Ramadã na Esplanada das Mesquitas, conhecida como Haram al-Sharif. As medidas têm gerado preocupação internacional por afetarem diretamente a liberdade de culto na região.
Na nota, o Brasil classifica os episódios como de “extrema gravidade” e afirma que as ações contrariam o status quo histórico dos sítios sagrados cristãos e islâmicos em Jerusalém. O documento também reforça o princípio da liberdade religiosa como um direito fundamental que deve ser garantido a todos.
O Itamaraty ainda relembra o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça, divulgado em 19 de julho de 2024, que concluiu que a presença contínua de Israel no Território Palestino Ocupado é considerada ilícita. Segundo a decisão, Israel não possui soberania sobre nenhuma parte desse território, incluindo Jerusalém Oriental.
Ao destacar esse entendimento jurídico internacional, o governo brasileiro reforça sua posição em defesa do respeito ao direito internacional e à garantia de acesso livre e seguro a locais sagrados para todas as religiões.


