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Ciro Nogueira foi o “líder político” de Vorcaro, avalia PF

Senador é o primeiro de uma lista de parlamentares que devem ser investigados no Caso Master

Ciro Nogueira (Foto: Gerado Por IA)

247 - A Polícia Federal colocou o senador Ciro Nogueira (PP-PI) no centro das investigações da nova fase da operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de influência política em favor do Banco Master e de seu controlador, o banqueiro Daniel Vorcaro. As informações foram divulgadas pelo jornalista Valdo Cruz, do G1.

Investigadores consideram Ciro Nogueira o principal “líder político” de Vorcaro em Brasília. A apuração da PF indica que o senador teria atuado para aproximar o empresário de autoridades estratégicas, além de defender interesses do Banco Master no Congresso Nacional e dentro do governo federal durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo as investigações, foi Ciro quem promoveu a aproximação entre Daniel Vorcaro, o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. O objetivo, conforme os investigadores, seria viabilizar uma operação de socorro financeiro ao Banco Master.

Ex-ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro e uma das principais lideranças do Centrão, Ciro Nogueira aparece nas apurações como peça-chave da rede de apoio político construída por Vorcaro em Brasília. A avaliação da Polícia Federal é de que o senador atuava diretamente em defesa dos interesses do banqueiro.

A ofensiva da PF contra o parlamentar é considerada apenas o início de uma série de desdobramentos da operação. Segundo a reportagem do g1, outros parlamentares e autoridades também estão sob investigação e podem ser alvo de futuras ações policiais.

Os investigadores avaliam ainda que a nova fase da operação aumenta a pressão sobre Daniel Vorcaro em meio às negociações de uma possível delação premiada. Integrantes da investigação afirmam que a PF já reúne um grande volume de informações sobre os supostos esquemas envolvendo o banqueiro.

De acordo com fontes ligadas à apuração, a avaliação interna é de que Vorcaro não poderá omitir nomes ou proteger aliados políticos caso queira obter aval da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República para um eventual acordo de colaboração.

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