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Cláudio Castro exonera presidente do Rioprevidência após operação da PF

Decisão ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal investiga aplicações de quase R$ 1 bilhão do fundo em títulos do Banco Master

Deivis Marcon Antunes (Foto: Reprodução/Rioprevidência)

247 - O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), exonerou, na tarde de sexta-feira (23), o diretor-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes. A decisão foi formalizada em edição extra do Diário Oficial do Estado e ocorreu horas depois de a Polícia Federal deflagrar uma operação para apurar suspeitas de irregularidades em investimentos realizados pelo fundo de previdência dos servidores estaduais.

A exoneração acontece no contexto de uma investigação que apura a aplicação de recursos do Rioprevidência em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master. Antunes deixou o país no dia 15 de janeiro, após ter conhecimento da possibilidade de ser alvo da operação policial. Agentes da Polícia Federal estiveram em sua residência nesta sexta-feira, mas não o localizaram. O paradeiro do ex-dirigente segue desconhecido.

Batizada de Operação Barco de Papel, a ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, incluindo diligências na sede do Rioprevidência e contra gestores ligados ao fundo. Além de Antunes, também foram alvos o ex-diretor de Investimentos Euchério Rodrigues e o ex-gerente de Investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal, que já haviam deixado seus cargos após o surgimento de suspeitas envolvendo as operações com o Banco Master.

A Polícia Federal investiga operações financeiras consideradas de risco elevado e incompatíveis com a finalidade previdenciária do fundo. As aplicações em Letras Financeiras ocorreram entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2024 e 2033. Diante das apurações, o Rioprevidência passou a negociar a substituição desses títulos por precatórios federais.

Em nota oficial, a Polícia Federal informou que a investigação teve início em novembro de 2025 e envolve nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos da autarquia. “A investigação visa apurar um conjunto de nove operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado”, afirmou a corporação.

Segundo a PF, estão sob apuração crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública ao erro e fraude à fiscalização e ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva. As investigações buscam esclarecer se as decisões adotadas comprometeram indevidamente o patrimônio do fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro.

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