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Conselhão pode virar órgão permanente na Constituição

Direitos Já propõe incluir o Conselhão na Constituição para impedir que o órgão seja extinto em futuros governos

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, em 10 de junho de 2026 (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
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247 - A proposta de transformar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, conhecido como Conselhão, em um órgão previsto na Constituição ganhou força em reunião realizada na quarta-feira (10), com a presença do presidente Lula (PT), segundo a Folha de São Paulo.

A sugestão foi apresentada por Fernando Guimarães, coordenador do Direitos Já! Fórum pela Democracia, entidade que reúne representantes de partidos políticos e da sociedade civil. A proposta busca garantir estabilidade institucional ao colegiado e impedir que sua continuidade dependa exclusivamente da decisão do governo em exercício.

Atualmente, o Conselhão funciona com base em decreto presidencial. Isso significa que sua existência pode ser revertida por outro ato do Executivo, caso um futuro governo decida extinguir ou reformular a instância. A constitucionalização do órgão, portanto, teria como objetivo assegurar caráter permanente ao espaço de diálogo entre governo e sociedade civil.

Durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, Guimarães defendeu que o Conselhão deixe de estar sujeito às mudanças de orientação política de cada administração federal. A proposta foi recebida com aplausos pela plenária, composta por mais de 200 conselheiros que representam diferentes setores da sociedade civil.

O presidente Lula acompanhou a apresentação da sugestão durante o encontro. O Conselhão tem sido utilizado pelo governo como um fórum de escuta e articulação com representantes de áreas como economia, movimentos sociais, setor produtivo, cultura, ciência, educação e entidades civis.

A ideia de inserir o órgão na Constituição ampliaria o debate sobre a institucionalização de mecanismos permanentes de participação social no Estado brasileiro. Na avaliação dos defensores da medida, a mudança reduziria a vulnerabilidade do colegiado a disputas políticas conjunturais e fortaleceria sua atuação como instância consultiva.

Criado para aproximar o governo de diferentes segmentos da sociedade, o Conselhão reúne lideranças de múltiplos setores e tem como atribuição contribuir com propostas para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do país. A proposta apresentada pelo Direitos Já agora passa a integrar a discussão sobre o futuro institucional do órgão.

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