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CPI do Master é “palanque para a oposição”, diz José Guimarães

Líder do governo na Câmara afirma que investigação da Polícia Federal é suficiente e diz que comissões viram instrumento da oposição

José Guimarães (Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados)

247 - O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), rejeitou nesta terça-feira (27) a criação de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar a fraude financeira envolvendo o Banco Master. Para o deputado, o caso já está sendo devidamente investigado pelos órgãos competentes, sem a necessidade de abertura de uma CPI ou CPMI no Congresso Nacional.

Em declaração à CNN Brasil, Guimarães destacou o papel da Polícia Federal no acompanhamento do caso e afirmou que as CPIs perderam sua função original. Segundo ele, esse tipo de comissão tem sido utilizado como ferramenta política pela oposição, em vez de contribuir efetivamente para o esclarecimento dos fatos.

O parlamentar elogiou a atuação da PF e classificou o trabalho da corporação como rigoroso. “A PF tem feito um trabalho de investigação implacável”, afirmou. Na avaliação do líder do governo, a existência de investigações em curso torna desnecessária a instalação de uma comissão parlamentar específica sobre o tema.

Guimarães foi direto ao criticar a proposta de CPI. “CPI é discurso da oposição, é palanque para a oposição”, declarou. Ele reforçou que, do ponto de vista político, o assunto não deve integrar a agenda do governo federal no Legislativo.

Apesar da posição contrária, o deputado afirmou que o tema ainda será discutido internamente. Segundo ele, haverá uma conversa com a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo. “Se depender de mim, não terá CPI ou CPMI porque não é assunto de governo […] Ainda vou conversar com a ministra Gleisi, mas minha opinião política é uma opinião geral”, completou.

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