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CPMI do INSS: relatório paralelo pede indiciamento de Jair Bolsonaro, Flávio e de mais de 200 pessoas

Texto alternativo acusa ex-mandatário de organização criminosa e outros crimes

O senador Flávio Bolsonaro observa o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Aeroporto Internacional de Brasília - 25/11/2024 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a enfrentar um novo embate político após a apresentação de um relatório alternativo pela base governista. O documento propõe o indiciamento de Jair Bolsonaro (PL), do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de outras 130 pessoas, ampliando o escopo das investigações conduzidas pelo colegiado. Os integrntes da CPMI também pediram que Polícia Federal aprofunde as investigações de 62 pessoas físicas e 9 pessoas jurídicas.  

O relatório paralelo foi apresentado nesta sexta-feira (27) pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS). A estratégia dos governistas é rejeitar o parecer oficial, elaborado pelo relator Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), e aprovar o texto alternativo durante a votação.

Disputa política marca a CPMI

A apresentação do novo relatório evidencia a divisão interna na comissão. A base governista pretende derrubar o documento oficial e consolidar uma versão que amplia as responsabilizações dentro da investigação sobre o INSS. O uso de relatórios paralelos é um instrumento comum em comissões parlamentares quando há divergência significativa entre os integrantes quanto às conclusões finais.

Acusações contra Bolsonaro

Durante declaração a jornalistas no Senado, Paulo Pimenta detalhou as acusações contidas no documento alternativo. “E é por isso que nós estamos propondo o indiciamento do senhor Jair Messias Bolsonaro como chefe dessa organização criminosa. Jair Bolsonaro é o cérebro dessa organização criminosa, e nós vamos propor o indiciamento dele por organização criminosa, vamos propor por improbidade administrativa e também por furto qualificado de idosos”, afirmou.

O relatório atribui ao ex-mandatário e a liderança de uma suposta organização criminosa, além de apontar outros crimes relacionados à gestão investigada. O documento também pede que o senador Flávio Bolsonaro seja indiciado pelo crime de organização criminosa. 

Próximos passos da comissão

A CPMI deverá deliberar sobre qual relatório será aprovado, em meio a um cenário de forte polarização política. A decisão final pode influenciar eventuais encaminhamentos judiciais e políticos decorrentes das investigações envolvendo o INSS.

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