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Depois de negar relação com Vorcaro, Rueda admite que advogou para o Banco Master

Presidente do União Brasil reconhece serviços jurídicos ao banco e contradiz declaração anterior sobre relação com Daniel Vorcaro

Antônio Rueda (Foto: Reprodução/CNN)

247 - O presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, reconheceu na quarta-feira (18) que prestou serviços jurídicos ao banco Master por meio do escritório Rueda e Rueda. Segundo ele, sua atuação incluiu “dezenas de pareceres e centenas de reuniões, incluindo mais de 1.000 audiências, cerca de 20 mil protocolos e aproximadamente 400 acordos”. A admissão ocorre após o dirigente ter negado, dois dias antes, qualquer relação com o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono da instituição financeira, relata o Metrópoles.

Em nota, Rueda afirmou que sua atuação junto ao banco ocorreu dentro da legalidade. Ele destacou ter exercido “atividade profissional legítima, regular e plenamente compatível com o exercício da advocacia no país”, sem apontar irregularidades nos serviços prestados.

A nova declaração contrasta com o posicionamento anterior. Na terça-feira (17), após a divulgação de mensagens envolvendo seu nome, Rueda declarou que não possuía relação com Vorcaro além de contatos ocasionais. “O presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, não comenta diálogos privados obtidos ou divulgados de forma irregular. Esclarece apenas que não possui qualquer relação com o empresário Daniel Vorcaro, além de contatos sociais eventuais, como ocorre com diversas pessoas do meio político e empresarial”, disse.

O nome do dirigente partidário apareceu em trocas de mensagens entre Vorcaro e Paulo Henrique Costa, então presidente do Banco de Brasília (BRB). No diálogo, Costa relata ter se encontrado com Rueda e menciona o interesse do político em se reunir com o banqueiro. As conversas foram extraídas do celular de Vorcaro.

Reportagem da revista Piauí também apontou que Rueda atuou em ao menos um processo envolvendo o banco Master. O caso refere-se a uma ação movida em 2024 pelo Instituto Defesa Coletiva, entidade voltada à proteção de consumidores. À época, o banco já enfrentava suspeitas relacionadas às suas operações.

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