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Eduardo Bolsonaro diz 'trabalhar' junto a autoridades dos EUA pela soltura de Ramagem

Eduardo Bolsonaro afirma que caso envolve “infração leve” e há “boa chance” de liberação

Eduardo Bolsonaro - 14/08/2025 (Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak)

247 - O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que o ex-deputado e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem, preso nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (13), foi após uma “suposta infração de trânsito leve”. A prisão ocorreu em Orlando, na Flórida, onde ele foi abordado por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) e encaminhado a um centro de detenção por questões migratórias.

Segundo ele, há uma “boa expectativa” de que o ex-parlamentar seja liberado em breve. Segundo a Folha de São Paulo, em um vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo disse que está acompanhando o caso e que está atuando para que a situação seja resolvida com rapidez pelas autoridades estadunidenses.

Detenção envolve análise migratória

De acordo com Eduardo Bolsonaro, o episódio não está relacionado a um pedido de extradição feito pelo governo brasileiro. “A questão do Ramagem não se trata de uma prisão provocada pelo governo brasileiro num processo de extradição, mas sim porque ele provavelmente, supostamente, cometeu uma infração de trânsito leve e acabou sendo levado para a delegacia, onde acabou culminando na análise migratória do ICE”, afirmou.

Ele também destacou que a situação deve ser tratada como uma detenção administrativa. “Isso daí é uma detenção, não é uma prisão propriamente dita. Mas há boa expectativa de que ele seja solto e continue respondendo ao seu processo de asilo em liberdade”, completou.

Situação judicial e investigação

A Polícia Federal informou que Ramagem foi detido por questões migratórias em Orlando, na Flórida. O ex-parlamentar é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi sentenciado a 16 anos e um mês de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado em 2022, além da perda do mandato.

Ex-diretor-geral da Abin no governo Jair Bolsonaro, (PL), Ramagem teria deixado o Brasil de forma clandestina pela fronteira com a Guiana, segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Em dezembro, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou a abertura de processo de extradição.

Nesta segunda-feira, Rodrigues afimou, em declaração à coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, que a operação que resultou na prisão do ex-parlamentar a operação teve articulação com a corporação brasileira, o que contraria versões divulgadas pelos aliados de Ramagem nos Estados Unidos.

Pedido de asilo e reação bolsonarista

Eduardo Bolsonaro afirmou ainda que o status migratório de Ramagem nos Estados Unidos é legal e que ele aguarda a análise de um pedido de asilo. “Que normalmente é, sim, demorado, mas tem tudo para ser deferido”, declarou.

A deputada Bia Kicis (PL-DF) disse ter conversado com a defesa do ex-parlamentar e afirmou que a detenção teria sido motivada por uma carteira de motorista desatualizada.

Outros aliados também se manifestaram. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou que acompanha o caso “com máxima atenção” e destacou a importância do respeito às garantias legais.

“Confiamos no bom senso das autoridades dos Estados Unidos para compreenderem o contexto em que se insere este episódio, marcado por um cenário de forte tensão política no Brasil”, afirmou em nota.

Em coletiva, Cavalcante disse que o partido não atua diretamente no caso e que obteve informações por meio de pessoas próximas ao ex-deputado. Questionado sobre a saída de Ramagem do país, afirmou que “se ele está sendo perseguido politicamente, é um direito dele”.

Já o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto (PL-PB), avaliou que o episódio se insere em um contexto mais amplo. “Isso não começou hoje. É uma sequência de decisões que vêm, passo a passo, restringindo a atuação de quem se posiciona contra o sistema”, afirmou.