Eduardo Bolsonaro muda versão e admite ser produtor-executivo e de gestão financeira do filme "Dark Horse"
Menos de 24 horas antes, ele havia afirmado nas redes que não exercia função de gestão e que sua participação estaria limitada à cessão dos direitos
247 - O ex-deputado Eduardo Bolsonaro mudou sua versão sobre a participação na produção de Dark Horse, cinebiografia de seu pai, Jair Bolsonaro, e admitiu ter investido R$ 350 mil no projeto, além de ter assinado contrato com poderes de gestão financeira sobre a obra.
As informações são do Metrópoles. Em novo posicionamento, Eduardo Bolsonaro afirmou ser produtor-executivo do longa e disse que o valor aplicado teria origem na receita obtida com a venda de um curso, quantia que, segundo ele, foi posteriormente restituída.
A declaração representa uma mudança em relação ao posicionamento anterior do ex-deputado. Menos de 24 horas antes, ele havia afirmado nas redes sociais que não exercia função de gestão no filme e que sua participação estaria limitada à cessão dos direitos de imagem.
“Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, declarou Eduardo Bolsonaro em nota divulgada anteriormente.
No novo pronunciamento, no entanto, o ex-deputado reconheceu que o aporte financeiro foi feito para viabilizar a contratação do diretor de Hollywood Cyrus Nowrasteh. Segundo Eduardo, o objetivo era garantir que o cineasta pudesse elaborar o roteiro e dar início ao projeto.
“Próximo ao final do contrato, e diante da possibilidade de perder o diretor, surgiu a oportunidade de atrair um grande investidor, que posteriormente se consolidou em um grupo de investidores”, afirmou o ex-deputado nas redes sociais, na última sexta-feira.
Apesar de confirmar o investimento de R$ 350 mil e dizer que recebeu o valor de volta, Eduardo Bolsonaro não esclareceu como ocorreu a restituição nem informou quem foi responsável por devolver a quantia inicialmente destinada à produção.
A cinebiografia Dark Horse tem sido alvo de questionamentos e controvérsias. O projeto voltou ao centro do debate público após a revelação de que Eduardo Bolsonaro teve atuação mais ampla do que havia declarado inicialmente, incluindo poderes relacionados à gestão financeira da obra.
O caso envolve um suposto financiamento do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. Segundo reportagem do The Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro teria negociado diretamente com Vorcaro um aporte de R$ 134 milhões para bancar a produção, dos quais ao menos R$ 61 milhões teriam sido enviados aos EUA por meio de um fundo ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.



