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Eduardo Bolsonaro tem 15 dias para apresentar defesa em processo da PF por ausência ao trabalho

Ato informa que o ex-deputado está em "lugar incerto e não sabido" e foi publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira

Eduardo Bolsonaro (Foto: Reprodução)

247 - A Polícia Federal (PF) citou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) em um processo administrativo disciplinar que investiga possível abandono do cargo de escrivão da corporação. A notificação foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (16) e estabelece prazo de 15 dias para apresentação de defesa. As informações são do SBT News.

O ato informa que o servidor está em "lugar incerto e não sabido". A partir da publicação da citação, começa a contagem do prazo para que Eduardo Bolsonaro se manifeste no processo. O procedimento foi instaurado no fim de janeiro pela Corregedoria Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro. . A investigação apura a ausência do servidor na Delegacia da Polícia Federal em Angra dos Reis após o encerramento de seu mandato na Câmara dos Deputados, que foi cassado em razão de faltas às sessões deliberativas.

Eduardo Bolsonaro ocupava o cargo de escrivão da PF e estava afastado das atividades para exercer o mandato parlamentar. Com o encerramento do período na Câmara dos Deputados, a corporação determinou o fim do afastamento funcional e convocou o retorno imediato às funções.

Convocação e afastamento preventivo

Em ato administrativo publicado no início de janeiro, a Polícia Federal convocou o servidor para reassumir o posto na delegacia de Angra dos Reis. O documento também alertou que a ausência injustificada poderia resultar na adoção de medidas administrativas e disciplinares. De acordo com o processo, Eduardo Bolsonaro teria deixado de comparecer ao trabalho por mais de 30 dias consecutivos sem apresentar justificativa, situação que pode caracterizar abandono de cargo.

Em fevereiro, a PF decidiu afastar preventivamente o servidor até a conclusão do processo administrativo disciplinar. A medida foi formalizada por meio de portaria assinada pelo corregedor regional da corporação no estado do Rio de Janeiro. O ato também determinou que Eduardo entregasse a carteira funcional e a arma de fogo institucional ao chefe imediato no prazo de cinco dias úteis, salvo decisão diferente da autoridade responsável pelo caso.

O processo administrativo disciplinar poderá resultar em demissão do servidor caso seja confirmada infração administrativa. Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o início de 2025. Em janeiro, o ex-parlamentar de extrema-direita declarou que não retornaria ao Brasil por considerar ser alvo de suposta perseguição política e policial.

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