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Em dois anos, 17,4 milhões deixam a pobreza no Brasil e Lula comemora: "mais empregos, renda e oportunidade"

Levantamento da FGV indica que 78,18% da população integra as classes A, B e C

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou, nesta terça-feira (13), os resultados de um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), que aponta avanço histórico das classes A, B e C no Brasil. Segundo o levantamento, 78,18% da população brasileira passou a integrar essas faixas de renda em 2024, o maior patamar da série histórica iniciada em 1976. 

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que, em apenas dois anos, cerca de 17,4 milhões de pessoas deixaram a pobreza e passaram a integrar as classes A, B e C, número equivalente à população inteira do Equador. "Este resultado é fruto de uma economia forte que gera mais empregos, renda e oportunidade para os trabalhadores", escreveu Lula nas redes sociais.

Ritmo acelerado

O estudo mostra que a participação das classes A, B e C cresceu 8,44 pontos percentuais entre 2022 e 2024. De acordo com a FGV, o ritmo dessa mudança foi 74% mais acelerado do que o observado entre 2003 e 2014, período também marcado por forte mobilidade social no país.

Papel das políticas públicas

Ainda segundo a pesquisa, o ganho de renda do trabalho foi o principal fator responsável pela ascensão social observada no período recente. O levantamento aponta que parte expressiva desse movimento está associada a beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada, o BPC, que passaram a ampliar sua renda por meio do mercado de trabalho.

Em 2024, a classe C concentrou 60,97% da população brasileira, enquanto as classes A e B reuniram, juntas, 17,21%. Já as classes D e E registraram os menores níveis da série histórica, com 15,05% e 6,77%, respectivamente.

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