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Em reunião bilateral, Lula e Macron discutem segurança e combate ao narcotráfico na fronteira do Brasil com Guiana Francesa

Presidentes conversaram na Índia sobre crime transnacional, narcotráfico, garimpo ilegal e cooperação em defesa

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião bilateral com o Presidente da França, Emmanuel Macron, no Centro de Convenções Bharat Mandapa. Nova Délhi - Índia. (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva )PT) e o presidente da França, Emmanuel Macron, se reuniram nesta quinta-feira (19), em Nova Déli, na Índia, para discutir ações voltadas ao enfrentamento do narcotráfico e de outras formas de crime transnacional na fronteira entre o Amapá e a Guiana Francesa. Os dois líderes também trataram do avanço do garimpo ilegal na região. 

De acordo com a Folha de São Paulo, o Palácio do Planalto não detalhou quais conclusões foram tiradas do encontro nem informou se houve discussão sobre medidas práticas e coordenadas para combater as atividades criminosas na fronteira.

Encontro na Índia ocorre durante cúpula sobre inteligência artificial

A reunião entre Lula e Macron aconteceu à margem da Cúpula do Impacto da Inteligência Artificial, evento que reuniu chefes de Estado e de Governo, especialistas em tecnologia e executivos de grandes empresas do setor. Os dois presidentes viajaram ao país a convite do primeiro-ministro indiano Narendra Modi, com o objetivo de participar do encontro e cumprir uma visita de Estado.

Defesa entra na pauta e inclui submarinos e helicópteros

A cooperação na indústria de defesa também foi tema central da conversa, realizada a pedido do presidente francês. Segundo a reportagem, os dois líderes abordaram investimentos estratégicos e projetos em andamento, como o fortalecimento do programa brasileiro de submarinos e a produção de helicópteros no Brasil.

Entre os assuntos debatidos esteve o interesse já firmado em 2024, quando Lula e Macron assinaram uma carta de intenção para transformar a fábrica da Helibras, localizada em Itajubá (MG), em um polo de produção e exportação do helicóptero H145, considerado um dos modelos mais avançados do mundo.

Embraer acompanha comitiva presidencial em Nova Déli

A Embraer também integrou a pauta do encontro entre os dois presidentes. Pelo menos seis executivos da empresa acompanharam a comitiva presidencial brasileira, incluindo o vice-presidente José Serrador Neto e o diretor comercial Raul Villaron.

Prosub volta ao centro do diálogo bilateral

Os presidentes discutiram ainda o desenvolvimento de submarinos no âmbito do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), firmado em 2008 e com orçamento estimado em cerca de R$ 40 bilhões.

Em março de 2024, durante visita oficial de Macron ao Rio de Janeiro, Lula e o presidente francês participaram do batismo e do lançamento ao mar do submarino Tonelero, construído integralmente no Brasil. Na ocasião, os dois líderes defenderam a cooperação militar bilateral como instrumento para preservar a paz mundial e garantir a soberania dos dois países.

Macron convida Lula para cúpula do G7 na França

Além da agenda de defesa, Lula e Macron trataram de investimentos na indústria da saúde. O presidente francês também convidou Lula para participar da próxima cúpula do G7, marcada para junho, na França.

O encontro ocorreu pouco depois da assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, tema que não foi incluído na conversa. Lula avaliou a conclusão do acordo como uma vitória para a região. Já Macron considera o tratado um revés, em meio à pressão de produtores rurais e de setores industriais franceses contrários à abertura do mercado europeu a mercadorias sul-americanas.

Lula se reúne com CEO do Google e outros líderes

Além do encontro com Macron, Lula também teve uma reunião com o CEO do Google, Sundar Pichai, realizada a pedido do executivo. Segundo o relato oficial, eles discutiram investimentos da empresa no Brasil e a visão do governo brasileiro sobre inteligência artificial. Ainda em Nova Déli, o presidente brasileiro também se reuniu com o primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenković, e com o presidente do Sri Lanka, Anura Kumara Dissanayake.

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