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Escândalo do BolsoMaster derruba candidatura de Flávio Bolsonaro, aponta Atlas

Tracking diário mostra senador perder apoio de eleitores moderados e ver Lula abrir vantagem de 8 pontos no segundo turno

Flávio Bolsonaro durante entrevista à GloboNews (Foto: Repodução/GloboNews/Montagem/IA-Dall E)
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247 - O desgaste provocado pela crise envolvendo o Banco Master atingiu diretamente a pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Tracking diário do Instituto Atlas mostra que o parlamentar sofreu forte queda nas simulações de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que agora aparece com 54% dos votos válidos, contra 46% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os dados, divulgados pela CNN Brasil e atualizados nesta sexta-feira (15), indicam que o vazamento de áudios em que Flávio Bolsonaro menciona o banqueiro Daniel Vorcaro provocou perda de apoio entre eleitores indecisos, moderados e de centro político — segmentos considerados estratégicos para qualquer candidatura competitiva em nível nacional.

A nova rodada do levantamento confirma uma mudança relevante no cenário eleitoral. Após meses de equilíbrio e oscilações dentro da margem de erro, Lula passou a abrir vantagem consistente sobre o senador fluminense, ampliando a distância entre os dois adversários para oito pontos percentuais nos votos válidos.

Recuo aparece na série histórica

Os números do tracking mostram que Flávio Bolsonaro vinha conseguindo manter competitividade no segundo turno até março deste ano. Naquele momento, o senador chegou a registrar 50,5% dos votos válidos, enquanto Lula aparecia com 49,5%.

O cenário começou a mudar em abril, período marcado pela repercussão da crise ligada ao Banco Master e pela divulgação dos áudios envolvendo Daniel Vorcaro. Desde então, o candidato do PL passou a perder terreno de forma acelerada.

Na rodada mais recente, Flávio Bolsonaro caiu para 46%, consolidando a pior marca da série apresentada pelo Instituto Atlas. Lula, por outro lado, avançou para 54%, registrando sua melhor performance no levantamento.

Moderados abandonam candidatura

Segundo fontes ligadas ao instituto, o principal impacto da crise ocorreu entre eleitores sem alinhamento ideológico rígido. O tracking aponta que a candidatura de Flávio Bolsonaro perdeu força justamente entre setores moderados e de centro, considerados decisivos em disputas de segundo turno.

A avaliação é que a repercussão negativa do caso aumentou a resistência ao senador fora da base bolsonarista mais fiel, dificultando sua capacidade de ampliar alianças e conquistar novos segmentos do eleitorado.

O levantamento também sugere que a crise enfraqueceu a estratégia da direita de consolidar rapidamente o nome de Flávio Bolsonaro como principal herdeiro político do bolsonarismo para a eleição presidencial de 2026.

Direita segue sem reação

O tracking do Instituto Atlas avaliou ainda outros nomes cotados no campo conservador. Segundo os dados, Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) tiveram pequenas oscilações positivas em cenários de primeiro turno, mas perderam desempenho nas projeções de segundo turno.

Apesar das movimentações internas da direita, nenhum dos nomes apresentou crescimento suficiente para alterar de forma significativa o quadro eleitoral diante de Lula.

Com isso, o levantamento reforça a percepção de que o cenário político passou por uma inflexão após a crise do Banco Master, ampliando as dificuldades de Flávio Bolsonaro na tentativa de se viabilizar como principal adversário do presidente na disputa de 2026.

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