Fictor nega ligação com organização criminosa após operação da Polícia Federal
Empresa afirma não ter acesso às investigações da PF e promete esclarecimentos após consulta aos autos
247 - Após ser citada em investigações da Polícia Federal que apuram um esquema bilionário de fraudes bancárias, a empresa Fictor afirmou não ter conhecimento de qualquer relação com organização criminosa e declarou que ainda não teve acesso às informações que embasam as suspeitas. A manifestação foi feita por meio de nota oficial divulgada à imprensa.
No comunicado, a companhia ressaltou que pretende se pronunciar de forma mais detalhada assim que tiver acesso integral aos autos da investigação. “Tão logo lhe seja franqueado o acesso aos autos e aos dados que embasam as investigações, prestará todos os esclarecimentos pertinentes de forma transparente e responsável”, informou.
A empresa também reiterou seu compromisso com práticas de governança corporativa e conformidade legal, destacando a “estrita observância da legislação vigente” e a adoção de padrões de integridade em suas operações.
A declaração ocorre após a deflagração da Operação Fallax, realizada pela Polícia Federal na quarta-feira (26). A ação resultou na prisão de 14 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em crimes contra instituições financeiras públicas e privadas, além de estelionato, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias que, segundo as investigações, ultrapassam R$ 500 milhões.
De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que o grupo investigado tenha ligação com o Comando Vermelho. Entre os alvos da operação está o CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis, que é investigado e foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta semana.

