PF mira CEO e ex-sócio do Grupo Fictor em operação contra fraudes bancárias
Operação Fallax investiga esquema que pode ter movimentado mais de R$ 500 milhões e envolve lavagem de dinheiro e crimes financeiros
247 - A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Fallax, que tem como alvo o CEO, Rafael Góis, e o ex-sócio do Grupo Fictor, em uma investigação sobre fraudes bancárias e lavagem de dinheiro envolvendo a Caixa Econômica Federal. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao executivo na capital paulista, enquanto o ex-sócio Luiz Rubini também é alvo de medidas judiciais na cidade de São Paulo. A ação ocorre no âmbito de um inquérito que apura a atuação de uma organização criminosa estruturada para obtenção de vantagens ilícitas, segundo o G1.
De acordo com a Polícia Federal, o esquema investigado pode ter movimentado mais de R$ 500 milhões e inclui crimes como estelionato e lavagem de dinheiro. As investigações tiveram início em 2024, após a identificação de indícios de irregularidades envolvendo cooptação de funcionários de instituições financeiras e o uso de empresas para ocultação de recursos de origem ilegal.
Ao todo, a Justiça Federal de São Paulo expediu 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, cumpridos em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Até as 8h20, pelo menos 13 pessoas já haviam sido presas.
Segundo a PF, a organização criminosa utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem do dinheiro obtido de forma ilícita. Funcionários de instituições financeiras eram cooptados para inserir dados falsos em sistemas bancários, permitindo a realização de saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos, dificultando o rastreamento.
A investigação também aponta que o mesmo esquema de lavagem de dinheiro teria sido utilizado por integrantes do Comando Vermelho, ampliando o alcance das apurações.
A Justiça determinou ainda o bloqueio e o sequestro de bens, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros, até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de enfraquecer financeiramente a organização. Além disso, foram autorizadas medidas como quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 empresas.
O Grupo Fictor enfrenta uma crise reputacional desde a liquidação de um banco ligado às suas operações, o que resultou em resgates de aproximadamente R$ 2 bilhões por investidores. Diante desse cenário, as empresas Fictor Holding e Fictor Invest entraram com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, além de delitos contra o sistema financeiro nacional. Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.


