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Freixo aponta ligação entre Flávio Bolsonaro e o crime organizado

Pré-candidato do PT-RJ questiona relação da família Bolsonaro com milícias e relembra atuação na CPI das Milícias no Rio de Janeiro

Marcelo Freixo (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
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247 - O pré-candidato a deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ) voltou a fazer duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), associando a trajetória política da família Bolsonaro a setores do crime organizado no Rio de Janeiro. Em publicação divulgada nas redes sociais, Freixo questionou a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro durante seu mandato e cobrou explicações sobre o fortalecimento de facções criminosas e milícias no período.

Segundo Freixo, o senador precisa esclarecer por que o governo Bolsonaro não adotou medidas mais contundentes para enfrentar organizações criminosas. “O Flávio Bolsonaro tem que responder uma coisa. O seu pai, Jair Bolsonaro, foi presidente da República. Por que durante o seu tempo na presidência da República ele não disse que as facções eram terroristas? Por que ele não mexeu no estado prisional? Por que durante o governo do Jair Bolsonaro as facções cresceram tanto e a milícia também? Não houve nenhum enfrentamento prioritário a esse crime organizado”, afirmou.

O petista também questionou supostas conexões políticas envolvendo aliados do grupo bolsonarista. Ao mencionar investigações relacionadas ao empresário conhecido como DH Joias e ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, Freixo declarou que setores ligados ao crime organizado teriam mantido proximidade com a base política da família Bolsonaro.

“DH Joias era da base de quem? Era da base da esquerda ou era da base do Flávio Bolsonaro?”, perguntou. Em seguida, acrescentou: “Essa podridão política que tem relação direta com o crime organizado no Rio de Janeiro sempre foi base da família Bolsonaro”.

Freixo ressaltou sua experiência no combate ao crime organizado e lembrou sua atuação à frente da CPI das Milícias na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Segundo ele, a comissão teve papel decisivo ao expor estruturas criminosas que atuavam no estado.

“Eu presidi a CPI das Milícias. Fui eu que investiguei o crime organizado no Rio de Janeiro. O Flávio Bolsonaro era deputado estadual junto comigo”, declarou.

Ao recordar a instalação da comissão parlamentar, Freixo afirmou que Flávio Bolsonaro votou contra a criação da CPI. O ex-deputado destacou que apenas dois parlamentares se posicionaram contrariamente à iniciativa.

“Quando nós aprovamos a CPI das Milícias, eu tive dois votos contrários a essa CPI. Domingos Brazão, preso pela morte da Marielle, e Flávio Bolsonaro votou contra a instalação da CPI das Milícias”, disse.

O pré-candidato também voltou a mencionar homenagens concedidas por Flávio Bolsonaro a personagens posteriormente associados a investigações criminais. Em sua publicação, ele citou o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, conhecido como Capitão Adriano, e Ronald Paulo Alves Pereira.

“A gente sabe que ele homenageou, com medalha Tiradentes, o capitão Adriano. Ele homenageou o Ronald, preso pela morte da Marielle, e já estava preso antes por esquema de violência”, afirmou.

Para Freixo, a relação entre política, segurança pública e criminalidade organizada no Rio de Janeiro é um problema histórico que exige enfrentamento permanente. O petista argumenta que sua atuação em comissões parlamentares buscou justamente investigar essas conexões.

“O Rio de Janeiro, de onde vem a família Bolsonaro, tem crime, polícia e política sem a gente conseguir separar. Foi isso que eu acusei e apontei na CPI das Milícias e também na CPI do Tráfico de Armas e Munições, que Flávio Bolsonaro também votou contra esse relatório”, concluiu.

 

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