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Gleisi rebate Flávio Bolsonaro: "Se quisessem combater o PCC e o CV, teriam feito no governo do pai"

Deputada afirma que classificação de facções como terroristas não avançou nos quatro anos da gestão Bolsonaro e acusa senador de uso eleitoral do tema

Gleisi Hoffmann (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
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247 - A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) respondeu às declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o combate ao crime organizado e rejeitou as acusações de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva favoreceria facções criminosas. Em entrevista, a parlamentar afirmou que, se houvesse interesse real em enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), isso poderia ter sido feito no governo de Jair Bolsonaro (PL).

Segundo Gleisi, os quatro anos da gestão Bolsonaro transcorreram sem qualquer articulação efetiva junto às autoridades dos Estados Unidos para buscar esse tipo de classificação internacional. A deputada argumentou que a ausência dessa medida demonstra uma contradição no discurso adotado atualmente por integrantes da oposição.

“Olha, quem está atuando para favorecer o crime organizado é ele, Flávio Bolsonaro. Porque se ele quisesse mesmo transformar o PCC e o CV em organização terrorista, ele tinha feito no governo do pai dele. Eles ficaram quatro anos e nunca articularam com os americanos para fazer isso”, declarou.

A parlamentar também associou a falta de avanço nessa pauta a possíveis preocupações econômicas. De acordo com ela, eventuais impactos negativos para empresas e para o ambiente de negócios no Brasil teriam sido considerados durante o governo anterior.

“Por quê? Porque com certeza o pessoal da economia dele disse não faça, porque isso vai prejudicar o Brasil. E já estamos começando a ver empresários, o pessoal da área financeira dizer dos prejuízos que vão ter”, afirmou.

Ao defender a estratégia atual de enfrentamento ao crime organizado, Gleisi destacou operações realizadas pelas autoridades brasileiras contra o PCC e citou ações recentes voltadas à desarticulação financeira da facção.

“O crime aqui se combate como nós estamos fazendo. Fizemos uma operação, a segunda, que já desbaratou o PCC na Faria Lima e com os empresários. Não é o proselitismo”, disse.

Em tom crítico, a deputada acusou Flávio Bolsonaro de utilizar o debate sobre segurança pública com objetivos eleitorais. Para ela, a discussão sobre o combate ao crime organizado não deve ser transformada em instrumento de disputa política.

“O que Flávio Bolsonaro está fazendo é um crime contra o Brasil, para ganhar uma eleição”, afirmou.

Gleisi concluiu dizendo que a estratégia adotada pelo senador não produzirá os resultados esperados e sustentou que suas declarações serão contestadas pelo debate público.

“Só que ele não vai ganhar, porque não é assim que se faz política. E ele vai ser desmascarado logo, logo”, declarou.

 

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