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Após atuar nos EUA contra o Brasil, Flávio Bolsonaro vaio ao lançamento da pré-candidatura de Moro ao governo do PR

Moro elogiou Flávio Bolsonaro por atuar junto ao governo dos EUA para classificar facções criminosas como terroristas, o que ameaça a soberania do Brasil

Flávio Bolsonaro e Sérgio Moro (Foto: Roque de Sá/Agência Senado | Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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247 - O senador Sergio Moro (PL-PR) anunciou nesta sexta-feira (29) sua pré-candidatura ao governo do Paraná nas eleições de 2026. O lançamento ocorreu durante um evento do Partido Liberal (PL), em Curitiba, que reuniu lideranças da legenda e aliados. 

Ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República em 2026, Moro foi apresentado como o nome do PL para disputar o comando do estado. Segundo o Metrópoles, o encontro também serviu para formalizar a composição da chapa majoritária apoiada pela legenda no Paraná.

Durante o evento, foram lançadas as pré-candidaturas do deputado federal Filipe Barros (PL-PR) e do ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado Federal. Flávio Bolsonaro participou da agenda utilizando colete à prova de balas.

Em seu discurso, Moro destacou o crescimento político do PL no Paraná e projetou fortalecimento da aliança com o Novo nos próximos anos. “Quando eu entrei no PL, falavam que a legenda iria diminuir e ficar pequena. Olha só! Ao final desse ciclo eleitoral, o PL e o Novo vão ser os maiores partidos juntos da coligação do estado do Paraná. Podem ter certeza disso. Nós temos a melhor chapa para o Senado”, declarou.

Defesa de aliados e críticas ao governo Lula

Ao defender os nomes lançados para o Senado, Moro elogiou Filipe Barros e o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol, afirmando que ambos foram alvo de perseguição política. O senador também direcionou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Moro ainda fez elogios à atuação de Flávio Bolsonaro em articulações junto ao governo dos Estados Unidos relacionadas ao combate às organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Ao abordar o tema, voltou a criticar o presidente da República afirmando que “Lula defende” terroristas. 

A Classificação do PCC e do CV como organizações terroristas, porém, abre caminho para sanções e ameaças à soberania nacional ao possibilitar incursões militares e até sequestro de cidadãos brasileiros em território nacional sob a suspeita de ligações com grupos terroristas.

Segurança pública e combate ao crime organizado

O senador também relembrou sua passagem pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, o enfrentamento ao crime organizado foi uma das prioridades de sua gestão.

“Em 2019, eu fui convidado para ser ministro da Justiça e Segurança Pública. Uma das coisas que conversei com seu pai foi que nós precisávamos de um enfrentamento ao crime organizado. Nós adotamos várias políticas públicas mais severas contra a criminalidade. Naquele ano, a taxa de homicídio no Brasil caiu 22%. Foi a maior queda da história”, declarou. Moro deixou o ministério alegando que Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal. 

Durante o encerramento do discurso, o senador afirmou que pretende transformar o Paraná em uma “terra livre da corrupção” e voltou a criticar o ambiente político de Brasília. 

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