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Durigan reage à decisão dos EUA sobre PCC e CV e alerta: 'ataque eleitoral vai prejudicar a economia'

Ministro da Fazenda associa decisão dos EUA em classificar facções como terroristas a interesses políticos do clã Bolsonaro e da extrema direita

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa do programa Bom Dia, Ministro (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)
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247 - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou nesta sexta-feira (29) a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Segundo ele, a medida tem caráter eleitoral e pode provocar efeitos negativos sobre a economia brasileira e atingir setores estratégicos do sistema financeiro.

"Nós estamos aqui preocupados em proteger a população, seja das organizações criminosas, seja desse ataque eleitoral, travestido de ato de designação, que não cabe e vai prejudicar a economia brasileira, prejudicar as famílias brasileiras", disse o ministro em entrevista à GloboNews, segundo a coluna da jornalista Natuza Nery, do G1.

O ministro disse, ainda, que o governo deverá atuar para proteger o sistema financeiro nacional diante de eventuais desdobramentos da decisão estadunidense. "Cabe ao governo brasileiro, mais uma vez, como foi feito no tarifaço do ano passado, dar um passo à frente e proteger o nosso sistema financeiro, que pode ser o primeiro afetado, mas também os nossos empresários e as famílias brasileiras", afirmou.

Anúncio dos EUA amplia repercussão política

A decisão dos Estados Unidos foi anunciada na quinta-feira (28), dois dias após uma reunião entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Após o encontro, Flávio Bolsonaro afirmou que Rubio demonstrou apoio à classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.

Ministro rebate questionamentos sobre o PIX

Durante a entrevista, Durigan também comentou críticas feitas por empresas internacionais, com destaque para as grandes operadoras de cartão de crédito dos EUA, ao PIX, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. De acordo com ele, parte dos questionamentos surge de empresas estrangeiras que perderam receitas com a redução dos custos de intermediação financeira proporcionada pela ferramenta.

O secretário-executivo afirmou que não há qualquer ameaça concreta ao funcionamento do sistema e garantiu que a população continuará utilizando o PIX normalmente. "Quem coloca o PIX em dúvida, quem fragiliza, quem põe o PIX em perigo, é esse tipo de questionamento que tem sido amplamente fomentada pela família Bolsonaro... não haverá prejuízo ao uso do PIX pela população brasileira", disse.

Durigan ressaltou que o governo acompanha o tema e pretende adotar medidas para preservar a estabilidade do sistema financeiro e a segurança das operações realizadas pelos usuários do PIX.

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