Frente parlamentar defende Banco Central e confiança do mercado
Nota ressalta autonomia do BC e papel na estabilidade do sistema financeiro
247 - A Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo divulgou, na quinta-feira (8), uma nota pública em defesa do Banco Central (BC), destacando a importância da instituição para a regulação do sistema financeiro e para a preservação da estabilidade econômica do país. O grupo enfatiza que a atuação do órgão é decisiva para a confiança dos mercados, dos investidores e da sociedade.
No texto, a Frente Parlamentar afirma que o Banco Central “possui um dos mais elevados padrões regulatórios do mundo, reconhecido internacionalmente como referência de boas práticas”. Os parlamentares também ressaltam que se trata de “uma instituição técnica, sólida e essencial para a confiança dos mercados, dos investidores e da sociedade”, ao sublinhar o papel do BC na “regulação do sistema financeiro nacional e na preservação da estabilidade econômica do País”.
A nota aponta ainda que a autonomia do Banco Central contribuiu para o fortalecimento do arcabouço institucional brasileiro, ao garantir “maior previsibilidade, estabilidade e segurança” na condução da política monetária e na regulação do sistema financeiro. Segundo a Frente, “é fundamental preservar e fortalecer as instituições que sustentam o funcionamento da economia”.
No documento, os parlamentares acrescentam que “a competitividade de uma nação se constrói com regras claras, segurança jurídica e instituições robustas, capazes de exercer suas funções com independência e responsabilidade”, reforçando a defesa de instituições técnicas e autônomas.
A manifestação ocorre após o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, decidir suspender uma inspeção presencial no Banco Central. A medida havia sido determinada pelo próprio ministro no âmbito de uma apuração relacionada à liquidação do Banco Master. Durante o recesso, Jhonatan de Jesus chegou a indicar a possibilidade de impedir o BC de vender bens da instituição em processo de liquidação.
Nos dias que antecederam a virada do ano, instituições e pessoas envolvidas na operação do Banco Master foram alvo de questionamentos nas redes sociais. Publicações colocaram em dúvida a atuação de órgãos públicos e privados, como o Banco Central e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em relação à liquidação extrajudicial do banco, decretada pelo BC em 18 de novembro do ano passado. A decisão foi assinada pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.


