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Glauber Braga diz que argumentos de Jaques Wagner beiram o absurdo

Deputado do PSOL critica explicações do líder do governo no Senado sobre dinheiro em imóvel e relação com Augusto Lima

Glauber Braga (Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara)
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247 - O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (18) que as explicações dadas pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo do presidente Lula no Senado, sobre suspeitas envolvendo dinheiro encontrado em imóvel ligado ao parlamentar, uma negociação imobiliária em Salvador e supostas relações com o Banco Master, “beiram o absurdo”.

A crítica foi feita após entrevista de Wagner à BandNews TV. Nas redes sociais, Glauber disse ter assistido às declarações do senador e classificou como “inconcebível em qualquer hipótese” a explicação apresentada sobre valores encontrados em imóvel ligado a Wagner.

“Acabo de ver a entrevista do senador Jaques Wagner. A explicação sobre o dinheiro encontrado em seu imóvel é inconcebível em qualquer hipótese. Ele fala que a maior parte é fruto de diárias pagas em dólar pelo Senado Federal formalmente. Tratar isso como verdade, é conceber a institucionalização do absurdo”, escreveu Glauber.

O parlamentar do PSOL também questionou a relação mencionada por Wagner com Augusto Lima. Segundo Glauber, o empresário comprou uma rede pública de supermercados do governo da Bahia, em episódio que, para ele, evidencia vínculos problemáticos entre privatizações e interesses privados.

“Outra ponto chama atenção. Ele fala da relação com Augusto Lima. Esse empresário comprou uma rede pública de supermercados do governo da Bahia e depois o então banco máxima (que se transformou no master) entrou no negócio ‘pra fazer empréstimos’. Mais uma vez uma privatização iniciando relações injustificáveis”, afirmou.

Na mesma manifestação, Glauber Braga relacionou a repercussão do caso à disputa política nacional. Para o deputado, setores da extrema-direita devem explorar o episódio para tentar deslocar o foco de acusações envolvendo seus próprios aliados.

“A extrema-direita fará muito barulho com esse caso pra que o dinheiro no armário do líder do PL, os seus governadores metidos nos desvios e os ‘pedidos’ de Flávio Bolsonaro ao seu amigão Vorcaro fiquem esquecidos. Que o senador responda por seus atos e relações. Quem enfrenta a extrema-direita corrupta sem rabo preso não tem motivo pra ficar na defensiva”, declarou Glauber.

Na entrevista à BandNews TV, Wagner negou ter recebido recursos do Banco Master ou manter negócios com a instituição financeira. O senador afirmou que não houve transferência patrimonial em seu favor e rejeitou qualquer vínculo comercial com o Banco Master ou com a Credcesta.

“Não tem nenhuma transferência de patrimônio para mim. Eu não tenho nenhum negócio com o Master ou Credcesta”, afirmou Wagner.

O senador também explicou a negociação envolvendo um apartamento em construção no bairro do Horto Florestal, em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões. Segundo ele, a operação tinha como objetivo ajudar sua filha a adquirir o imóvel.

“Eu tinha interesse de dar, de ajudar a minha filha a comprar um apartamento desses. Como Guga, o Augusto Lima, é um investidor, eu disse a ele: ‘você pode comprar? Depois eu vou recomprar’. Porque o apartamento está em construção. E eu teria que vender o apartamento de minha filha para poder complementar o apartamento ou ela financiar”, declarou Wagner.

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