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Gleisi diz que Wagner deve responder se houver provas e cobra investigação dos áudios de Flávio Bolsonaro e Vorcaro

Deputada ressaltou que ninguém está acima de investigações ou da responsabilização

Gleisi Hoffmann (Foto: Gil Ferreira/SRI)
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247 - A deputada federal, Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou nesta quinta-feira (18) que tem interesse na instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso do Banco Master. A declaração foi dada em entrevista à BandNews, ao comentar a operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA).

"Tínhamos interesse e ainda temos interesse que se faça uma CPMI do Master", afirmou.

Gleisi disse ter ouvido do próprio Jaques Wagner explicações sobre o caso, que, segundo ela, envolve o programa Credcesta e o empresário Augusto Lima, que à época não integrava o Banco Master. Segundo o relato, após a venda do programa para Lima, ele passou a atuar em conjunto com Daniel Vorcaro, então ligado ao Banco Máxima.

Ao comentar as suspeitas envolvendo o senador baiano, a ex-ministra manifestou confiança em Wagner, mas defendeu que eventuais responsabilidades sejam apuradas.

"Acredito no Jaques, que ela não tenha nada a ver", disse.

Em seguida, ressaltou que ninguém está acima de investigações ou da responsabilização caso sejam comprovadas irregularidades.

"Agora, se tiver comprovação, estamos numa investigação, se tiver comprovação de envolvimento e de benefício pessoal dele, ele tem que responder. Ninguém está isento disso", declarou.

Gleisi também afirmou que as investigações relacionadas ao Banco Master não diminuem a relevância de outras apurações em curso, citando especificamente os áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Vorcaro, em que o parlamentar pediu dinheiro ao banqueiro atualmente preso.

"Isso também não tira a gravidade do que está acontecendo com o Flávio Bolsonaro, os áudios são muito graves, de dinheiro enviado ao exterior, de proximidade. Isso tudo tem que ser investigado", afirmou.

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