Governo destina R$ 143,4 milhões ao IBGE para censos
Recursos reforçam censos do IBGE e ampliam investimentos em tecnologia, coleta de dados e infraestrutura estatística no país
247 - O governo federal destinou R$ 143,4 milhões ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para fortalecer a continuidade dos Censos Demográfico, Agropecuário e Geográfico, com foco em investimentos em tecnologia, infraestrutura e aprimoramento da coleta de dados em todo o país.
A medida integra um remanejamento orçamentário autorizado pela Secretaria de Orçamento Federal (SOF), vinculada ao Ministério do Planejamento e Orçamento, por meio da Portaria SOF/MPO nº 222, publicada em junho de 2026. Ao todo, o governo remanejou R$ 262,2 milhões no orçamento vigente da União, sendo o IBGE o órgão contemplado com o maior volume de recursos.
Os valores destinados ao instituto foram reclassificados para a categoria de investimentos. Na prática, isso permite reforçar a estrutura necessária para a execução das pesquisas censitárias, incluindo a compra de equipamentos, a incorporação de novas tecnologias e o aperfeiçoamento dos processos de coleta, organização, tratamento e análise de informações.
O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, afirmou que o reforço orçamentário demonstra a importância estratégica das estatísticas públicas para o país. “Ao reforçar os recursos destinados ao IBGE, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstra compreender que a produção de estatísticas e informações públicas de qualidade constitui um ativo estratégico para o desenvolvimento nacional, o combate às desigualdades e o fortalecimento da capacidade de planejamento do Estado brasileiro".
Com o aporte, o governo busca assegurar a continuidade de levantamentos fundamentais para a formulação, execução e avaliação de políticas públicas. Os censos realizados pelo IBGE produzem dados essenciais sobre população, território, produção agropecuária, características geográficas e condições socioeconômicas, permitindo uma leitura mais precisa da realidade nacional.
O investimento também reforça o papel do IBGE como principal instituição brasileira na produção de informações estatísticas, geográficas, cartográficas, geodésicas e ambientais. Esses dados são utilizados por gestores públicos, pesquisadores, empresas e diferentes esferas de governo para orientar decisões, identificar desigualdades e planejar ações em áreas como saúde, educação, infraestrutura, desenvolvimento regional e meio ambiente.
O remanejamento não altera o valor total previamente aprovado para cada programa no orçamento federal. A operação ocorre dentro das regras previstas na legislação orçamentária e permite ajustes entre categorias de despesas, de acordo com as necessidades operacionais dos órgãos ao longo do exercício fiscal.
Dessa forma, a mudança amplia a capacidade de execução das ações prioritárias do IBGE e contribui para manter em funcionamento atividades consideradas estratégicas para o planejamento do Estado brasileiro. O reforço orçamentário deverá apoiar a modernização dos instrumentos de pesquisa e a continuidade da produção de informações públicas necessárias para orientar políticas nacionais.



