Governo lança campanha contra misoginia no país
Campanha Brasil sem Misoginia quer ampliar apoio ao projeto que criminaliza ataques misóginos
247 - A campanha Brasil sem Misoginia foi lançada neste domingo (26) pelo Ministério das Mulheres para ampliar o apoio ao Projeto de Lei 896/2023, proposta que está em tramitação na Câmara dos Deputados e busca equiparar ataques misóginos ao crime de preconceito. A iniciativa também pretende fortalecer o debate público sobre a violência contra mulheres, sobretudo no ambiente digital. As informações são do SBT News.
A mobilização nacional é realizada em parceria com a plataforma Mulheres Inspiradoras e teve início em São Paulo, durante encontro promovido no Arnold South America, evento voltado à agenda contemporânea da saúde da mulher.
Mobilização reúne governo e sociedade civil
O lançamento reuniu executivas, empresárias, especialistas e lideranças de diferentes setores. A secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Estela Bezerra, participou da programação representando o Ministério das Mulheres.
Durante o evento, Estela destacou a importância da articulação entre o poder público e a sociedade civil no enfrentamento à violência de gênero. A campanha busca transformar essa mobilização em pressão política e engajamento social para que o projeto avance no Congresso Nacional.
Projeto já foi aprovado no Senado
O PL 896/2023 já passou pelo Senado Federal, onde foi aprovado por unanimidade. Agora, o texto aguarda análise da Câmara dos Deputados. A proposta prevê que a misoginia seja equiparada ao crime de preconceito, com penas semelhantes às aplicadas ao racismo.
A campanha ocorre em um cenário de preocupação crescente com a violência contra mulheres no Brasil e com a disseminação de ataques misóginos, especialmente nas redes sociais. Segundo dados citados no texto original, o país registrou 1.568 feminicídios em 2025.
Misoginia é apontada como etapa inicial da violência
Especialistas citados no material original avaliam que a misoginia pode funcionar como uma etapa inicial na escalada da violência. Esse processo se manifesta por meio da hostilidade, da desqualificação e de tentativas de silenciamento de mulheres em diferentes espaços, incluindo o ambiente digital.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que enfrentar a misoginia é uma medida essencial para transformar a cultura que sustenta diferentes formas de violência. A fundadora da plataforma Mulheres Inspiradoras, Geovana Quadros, também destacou que ataques e tentativas de silenciamento ainda são frequentemente naturalizados.
Campanha mira redes sociais
A estratégia da campanha prevê mobilização nacional nas redes sociais, com participação de lideranças, influenciadores e cidadãos. O objetivo é ampliar a pressão pela aprovação do PL 896/2023 e dar maior visibilidade ao enfrentamento da misoginia no debate público.
Com a iniciativa, o Ministério das Mulheres e a plataforma Mulheres Inspiradoras buscam consolidar uma frente de apoio à proposta em tramitação na Câmara, associando a pauta legislativa à necessidade de combater práticas que contribuem para a violência de gênero no país.



