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Governo prevê investir R$ 15 bilhões em rodovias e anuncia leilões para recuperar mais de 500 pontes em 2026

Ministro George Santoro destaca avanço da malha rodoviária, obras na BR-158 e ampliação dos investimentos em infraestrutura

Rodovia (Foto: Way 112/Divulgação)
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247 - O governo federal deverá investir cerca de R$ 15 bilhões na recuperação e manutenção da malha rodoviária brasileira em 2026, valor que representa uma forte ampliação dos recursos destinados à infraestrutura de transportes nos últimos anos. A informação foi apresentada pelo ministro dos Transportes, George Santoro, nesta terça-feira (9), durante participação no programa Bom Dia, Ministro.

De acordo com informações da Agência Gov, via Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), o ministro atribuiu a melhora das condições das rodovias federais ao aumento dos investimentos realizados desde 2023, após a retomada das obras e contratos de manutenção em diversas regiões do país.

Segundo Santoro, os recursos destinados à conservação das estradas cresceram significativamente desde o início do atual governo. “A gente passou no país quase oito anos com poucos investimentos em infraestrutura. O valor que era destinado para manutenção rodoviária do Brasil era muito pequeno. Quando o presidente Lula voltou ao governo, a gente multiplicou por três o valor de recursos. A gente tinha para manutenção cerca de R$ 2,5 bilhões por ano, no máximo R$ 3 bilhões. Passamos para R$ 8 bilhões (em 2023), chegamos até R$ 10 bilhões em 2024. Este ano, vamos ter cerca de R$ 15 bilhões. É uma mudança muito grande”, afirmou.

O ministro destacou que os reflexos dos investimentos já podem ser observados na qualidade da infraestrutura rodoviária. Segundo ele, a parcela da malha considerada em condições ótimas ou boas aumentou de forma expressiva nos últimos anos.

“A gente retomou as obras. Duplicações, sinalização, tudo está em andamento. Só que a gente pegou um país destruído. Hoje, a malha rodoviária brasileira está com uma média de 75% de ótimo e bom. Quando a gente chegou no governo, era 52% só de ótimo e bom. Tinha estados em que a malha estava em 80% de ruim e péssimo. Isso não existe mais no Brasil”, declarou.

Santoro também ressaltou que a segurança viária é um dos pilares da estratégia de modernização da infraestrutura nacional. “Para projetar o Brasil para o futuro, a gente precisa ter uma logística, uma infraestrutura de transporte que seja segura e que as pessoas saibam que seu familiar vai entrar numa rodovia e que vai chegar vivo do outro lado”, disse.

Apesar dos avanços, o ministro reconheceu que ainda existem desafios em alguns estados, citando Minas Gerais como exemplo. “Ainda temos que melhorar em alguns estados, como, por exemplo, Minas Gerais, porque Minas Gerais não tinha nem metade da sua malha coberta com contrato de manutenção. A gente teve que fazer os contratos, fazer projetos, isso leva um tempinho. A gente está melhorando para entregar um Brasil muito melhor do que recebeu”, acrescentou.

Governo prepara leilões para recuperação de pontes

Outro ponto abordado por Santoro foi a situação das pontes e viadutos brasileiros. Segundo ele, grande parte dessas estruturas foi construída nas décadas de 1940 e 1950, período em que o volume e o peso das cargas transportadas eram muito menores do que os atuais.

“Essas pontes, na sua maioria, foram construídas nas décadas de 40 e 50, quando o Brasil carregava nos seus caminhões 30 toneladas. Hoje, um caminhão carrega 110 toneladas, 120 toneladas. O Brasil mudou, a carga ampliou muito. E a gente não investiu em infraestrutura durante muitos anos”, afirmou.

Para enfrentar esse cenário, o Ministério dos Transportes prepara um programa de concessões voltado especificamente para a recuperação e construção de pontes. “A gente fez um projeto que está para soltar ainda este ano. Serão em torno de oito lotes de leilões de pontes, em que a gente ou recupera a ponte ou constrói uma ponte nova. Serão mais de 500 pontes nesse primeiro lote de pontes que vamos fazer e dividir por regiões e estados”, explicou o ministro.

Monitoramento por satélite acompanha quase 10 mil estruturas

Santoro destacou ainda que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) mantém um sistema permanente de monitoramento das estruturas rodoviárias do país.

“Hoje, no DNIT, a gente tem um monitoramento por satélite das 9.800 obras de pontes e viadutos. Qualquer variação da ponte, a gente já aciona as equipes para verificar. Se for necessário, a gente interdita e faz as obras emergenciais. Hoje a gente tem um controle muito afinado desse tipo de situação”, afirmou.

BR-158 em Mato Grosso avança após duas décadas de paralisação

Durante a entrevista, o ministro também comentou o andamento das obras da BR-158, em Mato Grosso, considerada estratégica para o escoamento da produção agropecuária da região nordeste do estado.

Em maio, o Ministério dos Transportes entregou os primeiros 12 quilômetros pavimentados do Contorno da Terra Indígena Marãiwatsédé, entre Porto Alegre do Norte e a região do Posto Luizinho. Na ocasião, também foi assinada a ordem de serviço para obras de revitalização das travessias urbanas de Alto Boa Vista, Vila São Sebastião (Chapadinha) e São Félix do Araguaia, nas rodovias BR-158 e BR-242.

Segundo Santoro, o empreendimento destravou uma demanda histórica da região. “A BR-158, essa obra ficou parada há mais de 20 anos. A gente fez a negociação, fez o acordo e conseguimos uma negociação histórica, fazendo um contorno na comunidade originária ali presente. Com isso a gente já está avançando. Entregamos 12, a gente vai entregar mais 30 quilômetros até setembro, e até dezembro, mais 10 quilômetros. Nós vamos entregar 52 quilômetros num estado em que o governo anterior não entregou nenhum metro de nova pavimentação. Isso é muito importante”, concluiu.

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