Investigação do caso Master mira “andar de cima” do crime, diz Andrei Rodrigues
Diretor da PF disse que apuração envolve cifras bilionárias e pessoas de alta capacidade econômica
247 - O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a investigação envolvendo o Banco Master alcança o “andar de cima do crime organizado”, em referência ao perfil econômico dos investigados e aos valores apurados. A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil.
Segundo Andrei, a dimensão financeira do caso revela um esquema ligado a grupos com elevado poder econômico. “Estamos falando do andar de cima do crime organizado, basta ver as cifras envolvidas. É tudo na casa do bilhão, ou bilhões e envolvendo pessoas de alta capacidade econômica”, declarou.
O chefe da Polícia Federal destacou ainda que a corporação tem concentrado esforços em estratégias voltadas ao combate das estruturas financeiras do crime organizado. De acordo com ele, a atuação da PF está baseada em três pilares principais: prisão de lideranças criminosas, descapitalização das organizações e cooperação entre autoridades nacionais e internacionais.
“Aqui não estamos olhando para a questão política. Nosso trabalho é técnico e será sempre técnico”, afirmou Andrei Rodrigues ao comentar a condução das investigações.
O diretor-geral também ressaltou a importância de que o processo avance dentro das garantias previstas pela legislação brasileira. Segundo ele, o objetivo da PF é concluir as investigações com base em provas e assegurar o devido processo legal.
“Espero que essa investigação, assim como as outras 40 e poucas mil investigações que a Polícia Federal tem em curso sejam conclusivas e que permitam o devido processo legal, a ampla defesa e todas as garantias fundamentais que aqueles que forem responsáveis pelos crimes sejam também severamente punidos nos termos rigorosos da lei”, disse.



