Juiz que mandou prender brigadistas na Amazônia é de família de madeireiros e já teve embate com ONGs

Magistrado Alexandre Rizzi, que colocou na cadeia quatro brigadistas de Alter do Chão (Pará) que atuam no combate - e não na provocação - de incêndios é de uma família que já foi proprietária de duas madeireiras em Santarém que tiveram conflitos com ONGs

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247 - O juiz que mandou prender os quatro brigadistas acusados de colocar fogo na Amazônia na última terça-feira, após uma operação sem provas realizada pela Polícia Civil, é de família de madeireiras na região de Santarém (1.231 km de Belém).

Os pais de Alexandre Rizzi, do Tribunal de Justiça do Pará, eram donos da Indústria e Comércio de Madeiras Rizzi Ltda, que encerrou as atividades em 1998, e da Germano C Rizzi, encerrada em 2008. As duas foram fundadas nos anos 1980 e já tiveram conflitos com ONGs.

"Apesar de não constar como sócio da empresa, Alexandre Rizzi e o seu irmão Rodrigo Rizzi atuaram como advogados de uma das madeireiras em um processo de execução fiscal movido pela União", revela reportagem da Folha de S.Paulo.

Seu nome também aparece numa reportagem da Folha de 1997, quando uma das empresas teve um embate com o Greenpeace e Rizzi foi identificado pelo jornal como um dos "proprietários de madeireiras".

Antes de soltar os ambientalistas nesta quinta-feira 28, após a substituição do delegado responsável pelo inquérito por determinação do governador Hélder Barbalho (MDB), o juiz havia mantido a prisão preventiva dos acusados por mais dez dias, após uma audiência de custódia.

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