Justiça manda soltar brigadistas presos arbitrariamente no Pará acusados de incendiar a Amazônia

Prisão contra ambientalistas que atuam para apagar o fogo na região de Alter do Chão foi revertida pelo juiz Alexandre Rizzi. Os quatro serão colocados em liberdade



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247 - A prisão arbitrária contra quatro brigadistas que foram alvo da Operação Fogo Sairé, da Polícia Civil, acusados de ajudar a provocar incêndios na região de Alter do Chão, no Pará, foi revertida e os quatro serão libertados nesta quinta-feira 28.

A decisão é do juiz Alexandre Rizzi, que nesta quarta-feira 27 manteve as prisões preventivas por mais dez dias após uma audiência de custódia.

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"A farsa durou pouco! Confirmada pelo advogado José Ronaldo Campos a soltura ainda nesta quinta-feira dos 4 brigadistas de Alter do Chão, presos de forma arbitrária sob a suspeita de terem ateado fogo na APA Alter do Chão em setembro!", postou no Twitter o deputado federal Airton Faleiro, do PT do Pará.

A operação da Polícai Civil foi contestada por diversas entidades de defesa do meio ambiente por mirar ONGs que, na verdade, combatem os reais responsáveis pelos incêndios na Amazônia. 

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Após a pressão, o governador Hélder Barbalho (MDB) destituiu o delegado que preside o inquérito, José Humberto de Melo, e colocou no cargo Waldir Freire Cardoso.

O Ministério Público Federal (MPF) em Santarém (PA) informou que, nas investigações sobre o caso, "nenhum elemento apontava para participação de brigadistas ou organizações da sociedade civil" nos incêndios na região de Alter do Chão.

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Reportagem do site The Intercept apontou ainda que, nos bastidores, a Polícia Federal também confirmou que não havia nenhuma informação sobre o envolvimento de brigadistas e que a ação da Polícia Civil ainda era um mistério para os agentes.

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