Justiça eleitoral oficializa expulsão de Aldo Rebelo do Democracia Cristã
O ex-ministro informou que á acionou a Justiça para tentar reverter a medida
247 - A Justiça Eleitoral oficializou a expulsão do ex-ministro Aldo Rebelo do Democracia Cristã (DC), em meio ao agravamento da crise interna envolvendo a direção nacional do partido. Por meio de sua assessoria de imprensa, Rebelo informou ao G1 que já acionou a Justiça para tentar reverter a medida. Segundo ele, a expulsão sumária não respeitou os procedimentos previstos no estatuto da própria legenda.
O ex-ministro também reagiu publicamente à decisão e fez duras críticas à direção nacional do partido e ao presidente da sigla, João Caldas. Em entrevista à TV Globo, Rebelo afirmou que manterá sua pré-candidatura à Presidência da República até a convenção partidária, “mesmo que tenha que judicializar”.
Ele ainda classificou a possível candidatura do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa como uma “afronta” às suas convicções políticas. Rebelo também declarou à imprensa que João Caldas estaria preocupado com o avanço do chamado “caso Master” em Alagoas.
Até o início de abril, a prefeitura de Maceió era administrada por João Henrique Caldas, conhecido como JHC (PSDB), filho do dirigente do DC e pré-candidato ao governo de Alagoas.
Na semana passada, o Democracia Cristã anunciou a abertura de um processo disciplinar interno para excluir o ex-deputado federal de seus quadros. Em nota, o partido afirmou que haviam sido esgotadas as “tentativas de resolução harmoniosa” e que a postura de “intransigência do recém-filiado” representava afronta ao estatuto partidário.
O comunicado da legenda foi contundente ao justificar a medida. “Tendo em vista os gravíssimos fatos e provas apurados, que afrontam os valores, os princípios, os objetivos e o Estatuto do partido, a Direção Nacional do DC delibera pela abertura imediata de procedimento disciplinar contra o referido filiado. Tal medida resultará em sua expulsão sumária, com a devida comunicação de sua desfiliação à Justiça Eleitoral”, afirmou o partido.
Até sua última manifestação pública, Aldo Rebelo defendia sua permanência na corrida presidencial de 2026 e sustentava que sua pré-candidatura havia sido construída a partir de um compromisso firmado com a direção nacional do partido.
“Candidaturas são projetos coletivos e não de grupos e interesses específicos”, declarou o ex-ministro em nota. Ele também criticou a possibilidade de apoio a Joaquim Barbosa, afirmando que a movimentação contrariava princípios de transparência e de decisões democráticas dentro da legenda.


